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RESUMOS DO
QUARTO ENCONTRO DA SBIN

18 e 19 de Junho de 2004

Hotel Four Points-Sheraton
Curitiba - PR

 

Dia 18 de Junho de 2004

9:00h - Abertura

9:05h SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE NEUROGENÉTICA

 

Este Simpósio tem a finalidade de introduzir os avanços da genética aplicados no diagnóstico das doenças neurológicas e musculares. No mesmo tempo que atualizará as informações genéticas, irá procurar relacionar com aspectos clínicos.

Em cada tópico existirá antes dos aspectos genéticos, atualização nos aspectos clínicos e laboratoriais.

O evento iniciará com conceitos gerais, seguido de doenças por repetição de trinucleotideos, alterações genéticas na doença de Parkinson e mitocôndriopatias.

Teremos como convidado especial o Prof. Dr. Tetsuo Ashizawa, Chairman of the University of Texas Medical Branch, Galveston, Texas, USA, além de palestras de outros Colegas Brasileiros com experiência na área.

C
oordenação: Lineu César Werneck e Hélio A. G. Teive, Curitiba PR.

 

PROGRAMA

9:05 – 9:10h INTRODUÇÃO - Lineu César Werneck, Curitiba.

9:10 – 9:50h CONCEITOS BÁSICOS DE GENÉTICA MÉDICA – Salmo Raskin, Curitiba.

9:50 – 10:30h ATAXIAS ESPINOCEREBELARES (AEC).

Algoritmo para a Avaliação Clinica - Hélio Teive, Curitiba.

Classificação Genética das AEC - Laura Jardim, Porto Alegre.

Discussão.

10:30 – 11:00h Intervalo (Coffee break)

11:00 – 11:45h ATAXIAS ESPINO CEREBELARES (AEC) – Continuação.

Doença de Machado-Joseph – Laura Jardim, Porto Alegre.

Ataxia Espinocerebelar Tipo 10 - Tetsuo Ashizawa, Galveston, USA.
Discussão.

11:45 – 12:30h DOENÇA DE HUNTINGTON (DH)

Quadro Clínico x DH “Like” - Nilson Becker, Curitiba.

Diagnóstico Genético - Salmo Raskin, Curitiba.

Discussão

12:30 – 13:30h Almoço (Lunch Box).

13:30 – 14:20h DISTROFIA MIOTÔNICA

Fenótipos - Lineu César Werneck, Curitiba

Diagnóstico Genético - Tetsuo Ashizawa, Galveston, USA.

Discussão

14:20 – 15:00h ATAXIA ESPINOCEREBELAR TIPO 17

Aspectos Clínicos e Genéticos - Tetsuo Aschizawa, Galveston, USA

Discussão

15:00 – 15:30h SÍNDROME DA PREMUTAÇÃO DO X-FRÁGIL

Fenótipos e Diagnóstico Genético – Renato Munhoz, Curitiba.

Discussão

15:30 – 16:00h Intervalo (Coffee break)

16:00 – 16:30h DIAGNÓSTICO CLÍNICO GENÉTICO DA ATAXIA COM APRAXIA OCULAR.

Diagnóstico Clínico e Genético – Fernando Kok, São Paulo

Discussão

16:30 – 17:00h DOENÇA DE PARKINSON

Diagnóstico x Classificação – Hélio Teive, Curitiba

Classificação Genética - Hélio Teive, Curitiba

Discussão

17:00 – 17:30h MITOCONDRIOPATIAS

Diagnóstico Clínico – Rosana Hermínia Scola, Curitiba

Diagnóstico Genético – Claudia Sobreira, Ribeirão Preto

Discussão.

17:30 – 18:00h CONCLUSÕES E ENCERRAMENTO 

18:00h ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA 

21:00h JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO

 

 

Dia 19 de Junho de 2004.

8:30h. DOENÇAS NEUROMUSCULARES/BIOLOGIA MOLECULAR

 

T1. 8:30h        Voltar para a página do Programa       Topo 

ANÁLISE DO DIAGNÓSTICO MOLECULAR NA DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE/BECKER.
Aline Andrade Freund,
Rosana Hermínia Scola ,Cláudia Kamoy Kay ,Nyvia Milicio Coblinski, Eunice Rechetelo, Lineu Cesar Werneck.

Curitiba PR.
 

Objetivos: Analisar a frequência de deleções de exons no diagnóstico da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) e Distrofia Muscular de Becker (DMB), determinando a freqüência dos alelos e correlacionando os resultados negativos com a biópsia.

Fundamentos: As DMD e DMB são doenças musculares causadas por mutações no gene da distrofina. Estas mutações ocasionam falta ou pouca produção de distrofina, desestabilizando o equilíbrio de todo complexo de glicoproteínas ocasionando a degeneração muscular. As mutações englobam grandes deleções e duplicações, até mutações de ponto. As grandes deleções são detectadas em 50 a 70% dos casos. As anormalidades na distribuição de distrofina podem ser detectadas por histoquímica e imunocitoquímica.

Material/Métodos: Foram analisados 110 indivíduos com suspeita de DMD e DMB no período de 1999-2003. A extração de DNA foi realizada a partir de sangue total (Lahiri & Nuremberg, 1991). A análise de 20 exons do gene da distrofina foi realizada pela amplificação isolada das regiões de interesse pela reação em cadeia da polimerase (PCR), (Beggs e cols., 1990; Chamberlain e cols. 1988). As amostras foram submetidas à corrida eletroforética em gel de poliacrilamida 7% e as bandas, referentes aos alelos, foram visualizadas após coloração com nitrato de prata. O produto amplificado foi comparado com marcador de peso molecular para confirmação do tamanho em pares de base (pb). Os casos normais, isto é, sem deleção, foram submetidos à biópsia muscular com histoquímica e imunocitoquímica para distrofina.

Resultados: Dos 110 indivíduos analisados, 75,45% (83 pacientes) apresentaram deleções pelo método de PCR a partir de sangue total e 24,55 % (27 pacientes) não apresentaram deleções. Nos 83 pacientes foram encontradas 85 deleções, sendo concomitantes em dois pacientes as deleções dos exons 03 e 06 e dos exons 06 e 13. A deleção do exon 45 apresentou-se em maior freqüência (14,55%), seguida das deleções do exon 19 e 43 (10% e 7,27% respectivamente). Os 27 pacientes negativos pela PCR foram requisitados para biópsia muscular na análise da distribuição de distrofina por histoquímica e imunocitoquímica. Onze pacientes aguardam a biópsia e 16 pacientes apresentaram os seguintes resultados: três pacientes normais para distrofina, quatro apresentaram padrão de distrofina compatível com DMB sendo uma portadora mulher, e 9 pacientes não apresentavam distrofina, confirmando o diagnóstico para DMD.

Conclusões: A técnica de PCR para análise de deleções dos 20 exons da distrofina mostrou-se útil em 75,45% dos casos. Nos demais, verifica-se ausência de distrofina pela análise da biópsia em 9 (8,18%) casos e alterações do padrão normal de distrofina em 4 (3,64%). Esta comparação evidência a necessidade de se analisar outras mutações no gene da distrofina para obter um diagnóstico menos invasivo e para compreender melhor o processamento desta molécula dentro da célula muscular.

 

T2. 8:40h       Voltar para a página do Programa       Topo 

MUTAÇÕES NA REGIÃO TERMINAL DO GENE RYR1 SÃO FREQÜENTES EM PACIENTES BRASILEIROS COM MIOPATIA DE CENTRAL CORE (CCD).
Patrícia Mayumi Kossugue,
,Viviane P Muniz, Rita C. M Pavanello, Helga C Silva, Juliana Gurgel Giannetti, Julia F. O Paim, Mayana Zatz, Mariz Vainzof.

São Paulo SP, Belo Horizonte MG.  

Objetivos: Caracterizar molecularmente pacientes commiopatia de Central Core (CCD) através da triagem de mutações na região terminal do gene RYR1.

Fundamentos: A doença de Central Core (CCD) é uma miopatia associada à hipotonia neonatal, fraqueza muscular lentamente progressiva, possíveis deformidades ósseas e susceptibilidade à Hipertermia Maligna (HM). O achado histológico predominante na biopsia muscular é a presença de "cores", lesões dos sarcômeros localizadas centralmente, ou não no interior da fibra muscular. O padrão de herança é geralmente autossômico dominante, e o primeiro gene responsável identificado, RYR1 (19q13), codifica o canal de liberação de Ca++ do retículo sarcoplasmático. O gene RYR1 é composto por mais de 160 kb, contendo 106 exons, o que dificulta significativamente o seu estudo. Ao longo dos últimos 10 anos, foram descritas somente 36 mutações patogênicas, de acordo com a seguinte distribuição ao longo do gene: 4 mutações na região 1 (nt163-614), 5 na região 2 (nt2435-2458), 1 entre as regiões 2 e 3, e 26 na região 3 (nt4214-4940). Portanto, a região 3 agrega grande parte das mutações já descritas em pacientes com CCD.  

Material/Métodos: Foram estudados 18 pacientes (13 famílias). O estudo molecular foi realizado em DNA genômico (linfócitos de sangue periférico). Os exons 96, 101, 103 e 104 foram amplificados por PCR, a detecção das mutações foi feita por técnica de SSCP, e a confirmação das alterações encontradas, por seqüenciamento automático das amostras.

Resultados: Até a presente data, não identificamos padrão de migração alterado para o exon 96 (em 7 famílias), exon 103 (11 famílias), exon 104 (10 famílias), quando comparados ao padrão de migração de controles normais. Entretanto, padrões alterados de bandas foram encontrados no exon 101 em 3 das 8 famílias analisadas (37,5%). O seqüenciamento dessas amostras mostrou a presença de 3 mutações: c.14545 G>A (V4849I), c.14582 G>A (R4861H) e c.14537 C>T (A4846V). As duas primeiras mutações já foram descritas como patogênicas, porém a mutação c.14537 C>T (A 4846 V) ainda não foi descrita.

Conclusões: O estudo de mutações no gene RYR1 é muito importante para o diagnóstico de pacientes, para o aconselhamento genético e melhor caracterização da Miopatia de Central Core. Os resultados preliminares sugerem que mutações na região terminal do gene RYR1 são também freqüentes na população brasileira. Além disso, a identificação destas 3 mutações irá permitir uma análise mais detalhada de seu efeito, relacionando-as com os padrões de "cores" observados nas biopsias musculares dos respectivos pacientes. A correlação genótipo/fenótipo é de fundamental importância para a compreensão do mecanismo fisiopatológico da miopatia CCD.

Apoio: FAPESP-CEPID, CNPq, PRONEX.

 

T3. 9:10h        Voltar para a página do Programa       Topo 

ALTERAÇÕES NA EXPRESSÃO DE PROTEÍNAS MUSCULARES EM PACIENTES COM MUTAÇÕES NO GENE FKRP (FUKUTIN-RELATED PROTEIN)
Lydia Uraco Yamamoto,
Flávia De Paula, Natassia Vieira, Rita De Cassia M Pavanello, Marta Canovas,,Mayana Zatz, Mariz Vainzof.

São Paulo SP. 

Objetivo: Estudar o efeito de mutações no gene FKRP na expressão de proteínas musculares associadas a doenças neuromusculares em pacientes com distrofias musculares.

Fundamentos: Recentemente, verificou-se que mutações no gene FKRP causam uma forma grave de distrofia muscular congênita (CMD-1C) bem como a distrofia muscular das Cinturas tipo 2I (DMC-2I), ambas com padrão de herança autossômica recessiva. O gene FKRP localizado no cromosomo 19q13.3 é composto de 1488pb e apresenta quatro exons, que codificam uma proteína de 495 aminoácidos. Estudos da expressão muscular de proteínas da matriz extracelular, da membrana sarcolemal e da via de glicosilação da alfa-distroglicana (alfa-DG) em pacientes com mutações no gene FKRP sugerem  anormalidades secundárias na expressão de algumas destas proteínas. A presença de seqüências similares às encontradas em proteínas envolvidas na glicosilação de moléculas da superfície da célula levou à sugestão de que a proteína FKRP possivelmente seja uma glicosiltransferase.

Material/Métodos: Foram estudados 13 pacientes com mutações identificadas no gene FKRP e diagnóstico clinico de DMC-2I, atendidos no ambulatório do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP. O estudo de proteínas foi realizado em biópsias musculares, utilizando-se técnicas de imunohistoquímica com marcação dupla e western blot multiplex.

Resultados: Não foram observadas anormalidades na expressão das proteínas: disferlina, alfa-, beta-, gama- e delta-sarcoglicanas, teletonina e colágeno VI. Entretanto, observou-se um grau variável de deficiência da alfa-2-laminina em oito pacientes, sendo cinco portadores da mutação comum C826A. Uma deficiência total ou parcial da proteína alfa-DG foi observada em 10 dentre 11 pacientes estudados. Através da análise por imunoblot, identificou-se redução quantitativa da proteína distrofina em 2/13 pacientes e da proteína calpaína-3 em 4/13 pacientes.

Conclusões: A proteína alfa-DG é um componente do complexo distrofina-glicoproteínas associado à membrana sarcolemal, que forma uma ponte entre as proteínas contráteis do músculo e a matriz extracelular. A alfa-DG é fortemente glicosilada e está associada à laminina 2, Portanto, mutações que interferem com o mecanismo de glicosilação possivelmente alteram esta importante ligação, fragilizando a membrana e tornando a fibra muscular mais vulnerável à degeneração.

Aposio: FAPESP-CEPID, CNPq, PRONEX.

 

T4. 9:30h         Voltar para a página do Programa       Topo 

EXPRESSÃO HETEROGÊNEA DA PROTEÍNA SARCOMÉRICA MIOTILINA EM PACIENTE COM DISTROFIA MUSCULAR DAS CINTURAS (DMC)
Mariz Vainzof,
Patricia M Kossugue, Lydia U Yamamoto, Juliana Gurgel- Giannetti, Julia F Paim, Olli Carpen.

São Paulo SP, Belo Horizonte MG, Helsinski FINLANDIA. 

Objetivos: Avaliar a heterogeneidade na expressão da proteína sarocomérica miotilina em uma paciente afetada por DMC, para tentar elucidar o mecanismo fisiopatológico envolvido.

Fundamentos: As DMC constituem um grupo de doenças musculares genéticas com variabilidade clínica, incluindo formas autossômicas dominantes (DMC1) e recessivas (DMC2). A DMC-1A é caracterizada por comprometimento inicial da musculatura proximal, evoluindo para a musculatura distal, podendo estar associada à fraqueza faringeal. A biópsia muscular revela indícios de degeneração, variação no calibre das fibras, e presença de vacúolos bordados. A DMC-1A é causada por mutações no gene TTID (cromossomo 5q31), que codifica a proteína miotilina (498 aminoácidos, 57 kDa). A miotilina é uma proteína sarcomérica associada à banda Z e está ligada à alfa-actinina e gama-filamina. Até a presente data, foram identificadas somente duas famílias com DMC-1A e mutações de sentido trocado no gene TTID (T57I e S55F). No único paciente com mutação biopsiado, a proteína miotilina estava presente no músculo, em quantidade normal.

Material/Métodos: Estudo imunohistoquímico e por Western Blot das proteínas musculares: miotilina, distrofina, as 4 sarcoglicanas, calpaína 3, disferlina, teletonina, e merosina.

Resultados: A paciente, atualmente com 14 anos, apresenta fraqueza proximal, com dificuldades para subir escadas, levantar-se do chão, ou erguer os braços; CK sérica elevada 15 vezes e EMG miopática. A análise da primeira biópsia muscular (bíceps) mostrou degeneração, variação no calibre das fibras, fibras fendidas, proliferação de tecido conjuntivo peri e endomisial e um número significativo de vacúolos bordados. A análise imunohistoquímica revelou-se normal para as proteínas distrofina, sarcoglicanas, disferlina, teletonina e merosina. Entretanto, a análise da proteína miotilina por Western Blot mostrou uma redução quantitativa significativa da banda de 57 kDa. Uma segunda biópsia realizada no músculo quadríceps mostrou alterações histopatológicas semelhantes às observadas na primeira biópsia. A análise das proteínas musculares foi normal para todas as proteínas estudadas, mas a redução quantitativa de miotilina foi mais leve. A triagem de mutações em DNA genômico ainda não identificou mutações no gene TTID.

Conclusões: Esta é a primeira descrição de deficiência da proteína miotilina em doença neurmouscular. A paciente tem uma irmã gêmea idêntica clinicamente normal. Portanto, o padrão discordante para a distrofia muscular, associado à heterogeneidade na expressão da miotilina, sugere novas e interessantes possibilidades quanto ao mecanismo patogenético. Uma das  nossas hipóteses é a ocorrência de um mosaico somático envolvendo o gene da miotilina, ou algum outro gene ainda não identificado, que afetaria a expressão da miotilina.

Apoio: FAPESP-CEPID, CNPq, PRONEX.

 

T5. 9:50h        Voltar para a página do Programa       Topo 

SÍNDROME DE KEARNS-SAYRE (KSS) E OFTALMOPLEGIA EXTERNA PROGRESSIVA (PEO) MITOCONDRIAL: DIFERENÇAS FISIOPATOLÓGICAS EVIDENCIADAS PELO ESTUDO MOLECULAR EM CULTURA DE MIOBLASTOS.
Cláudia F. R. Sobreira,
Sílvia H. A Escarso, Wilson Marques Jr., Amilton A. Barreira.

Ribeirão Preto SP. 

Objetivo: Correlacionar a presença de grandes rearranjos (deleções) do DNA mitocondrial (mtDNA) nas células satélites musculares com as manifestações clínicas e a gravidade de acometimento dos pacientes com KSS ou PEO, miopatia ocular de origem mitocondrial, visando evidenciar possíveis diferenças no acometimento das células musculares durante a embriogênese.

Fundamentos: A KSS é definida pela ocorrência da tríade PEO, retinopatia pigmentar e início dos sintomas antes dos 20 anos de idade, associada a: bloqueio da condução cardíaca, síndrome cerebelar e/ou elevação da proteína liquórica. No final da década de 90, Holt e col. demostraram deleções parciais do mtDNA em pacientes com doença mitocondrial e Zeviani e col. definiram que tais mutações ocorriam nos pacientes com KSS. Mais tarde comprovou-se que essas deleções eram encontradas também em pacientes com PEO isolado. A intrigante comprovação de que tais doenças são de ocorrência esporádica, aliada às diferenças clínicas entre as síndromes, levaram à hipótese de que as deleções surgissem em fases distintas da embriogênese. As células satélites são células musculares remanescentes da fase embriogênica, presentes no músculo esquelético maduro com função principal de promover a regeneração muscular. A presença de deleções do mtDNA nas células satélites de pacientes com KSS já foi demonstrada em estudos prévios, entretanto, estudos em culturas musculares de pacientes com PEO são escassos.

Material/Métodos: Foram selecionados 10 pacientes com KSS/PEO, atendidos no Hospital das Clínicas da FMRP-USP, com biópsias musculares e cultura de mioblastos obtidas após consentimento informado para fins diagnósticos. As células satélites foram isoladas e cultivadas em meio enriquecido que permitisse o crescimento de células com deficiência da cadeia respiratória. As alterações moleculares foram avaliadas por Southern blot e PCR, em DNA extraído do músculo, da cultura de mioblastos e de clones isolados de mioblastos.

Resultado: Uma paciente apresentava KSS, com idade de início aos 11 anos. Biópsia muscular, realizada aos 26 anos, revelou fibras ragged red com atividade da COX ausente. Nove pacientes apresentavam miopatia ocular pura (PEO), com idades de início entre 7 e 28 anos e idade na biópsia entre 25 e 35 anos. Estudo molecular em DNA extraído do músculo esquelético revelou deleção de 4,9 kb (deleção comum) na paciente com KSS e em 4 pacientes com PEO. Os demais pacientes apresentavam deleções isoladas de 5,4 a 8 kb. Análise das culturas de mioblastos revelou a presença de mutação apenas nas células satélites da paciente com KSS.

Conclusões: Os achados do presente estudo corroboram que as diferenças fisiopatológicas entre a KSS (doença multissistêmica) e a PEO mitocondrial (miopatia isolada) sejam resultantes do surgimento precoce da mutação no DNA mitocondrial nos pacientes com KSS e sugerem que a mutação nos pacientes com PEO ocorra após o comprometimento das células embrionárias à diferenciação miogênica.

 

T6. 10:10h        Voltar para a página do Programa       Topo 

ENMG E HISTOQUÍMICA PARA AVALIAÇÃO DA TÉCNICA DE TRANSPOSIÇÃO DO MÚSCULO SEMITENDINOSO NO REPARO DO DIAFRAGMA PÉLVICO EM CÃES
Ana Carolina
Mortari, Sheila Canevese Rahal, Maeli Dal Pai, Sandra R, Torelli, Luiz Antônio Lima Resende.

Botucatu SP. 

Objetivo: avaliar o músculo semitendinoso, após transposição cirúrgica, por meio de ENMG e histoquímica.

Fundamentos: Hérnias perineais estão entre as lesões do diafragma pélvico mais freqüentes em cães machos idosos. As técnicas cirúrgicas usuais para correção da doença têm eficácia em apenas 40 a 50 % dos casos. A técnica de transposição do músculo semitendinoso é opção para recidivas e foi avaliada neste trabalho.

Material/Métodos: Foram operados 10 cães machos inteiros adultos (idades de 3 a 4 anos). O músculo semitendinoso esquerdo foi seccionado na altura do linfonodo poplíteo, rotacionado e suturado à região perineal direita. O músculo contralateral foi utilizado como controle. Estudos de condução nervosa motora de ambos os nervos ciáticos e eletromiografias dos músculos semitendinosos foram efetuados antes do procedimento cirúrgico e aos 15, 30, 60 e 90 dias de pós-operatório (PO). Aos 90 dias de pós-operatório, colheram-se amostras dos músculos semitendinosos para estudos histoquímicos.

Resultados: As eletromiografias dos músculos transpostos mostraram fibrilações (2 animais - 15 dias PO) que diminuíram ou desapareceram posteriormente (30 PO). Padrão miopático foi visto em um animal, apenas aos 30 PO. Aos 90 dias PO, as eletromiografias revelaram ausência de atividades espontâneas e potenciais de unidades motoras normais ao esforço leve, em todos os animais. No músculo transposto, a histoquímica não mostrou modificações significativas dos tipos de fibras. Predominaram fibras atróficas, algumas hipertróficas, aumento do conjuntivo, alterações oxidativas e fibras positivas à fosfatase ácida.

Conclusões: Nos músculos transpostos as alterações eletromiográficas foram raras e as histoquímicas foram menores que o esperado. A técnica é útil e pode ser utilizada como alternativa para tratamento de defeitos do diafragma pélvico, incluindo-se hérnias perineais em cães.

 

10:30h Intervalo – Coffee Break

 

10:50h –ATAXIAS, METABÓLICAS, DESMIELINIZANTES

T7. 10:50h        Voltar para a página do Programa       Topo 

CORRELAÇÃO GENOTÍPICA-FENOTÍPICA EM 100 FAMÍLIAS COM ATAXIAS ESPINOCEREBELARES
Hélio A. G.
Teive, Walter O. Arruda, Salmo Raskin,,Iscia Lopes Cendes, Lineu Cesar Werneck.

Curitiba PR, Campinas SP. 

Objetivo: Apresentar uma correlação genotípica-fenotípica em 100 famílias com Ataxia Espinocerebelar (AEC).

Fundamentos: Até o momento 26 loci tem sido descritos nas AEC e testes de genética molecular estão dispiníveis para avaliar as AEC tipos 1,2,3, 6, 7, 8, 10, 12,17 e a ADRPL.

Material/Métodos: Foram avaliadas 100 famílias com AEC avaliadas no Setor de Distúrbios do Movimento do Serviço de Neurologia do HC da UFPR, durante os últimos 14 anos. Todos os pacientes foram examinados através de um protocolo de AEC, incluíndo dados clínicos, laboratoriais e de neuroimagem. Os testes de genética molecular foram realizados no laboratório de biologia molecular do Serviço de Neurologia do HC-UFPR, no laboratório Genetika (Curitiba,Pr),no laboratório de genética médica, Unicamp (Campinas,SP),Baylor DNA laboratory (Houston, Texas,USA), Texas University Medical Branch, Galveston,(Texas,USA) e Centre for Research in Neuroscience, McGill University (Montreal, Canadá).

Resultados: Do total de 100 famílias estudas encontrou-se uma mutação em 65 % dos casos. A doença de Machado-Joseph (DMJ) ou AEC tipo 3 foi encontrada em 50 famílias (72,05 % das mutações), AEC tipo 10 foi detectada em 8 famílias (11,76 %), AEC tipo 2 em 5 famílias (7,35 %), AEC tipo 7 em 3 famílias (4,41 %), AEC tipo 1 em 2 famílias (2,54 %) e AEC tipo 6 em 1 família (1,47 %). A correlação genotípica-fenotípica demonstrou que pacientes com a AEC tipo 1 tinham um quadro clínico de ataxia cerebelar e sinais piramidais em 100%, e os pacientes com AEC tipo 2 tinham ataxia cerebelar com movimentos sacádicos lentos e hiporeflexia em membros superiores em 100 % dos casos. A AEC tipo 3 foi classificada nos seguintes subfenótipos: tipo I (8,5%), tipo II (61%), tipo III(14,6%) e tipo IV (3,5 %). Outros subfenótipos foram o tipo V(paraparesia espástica) em 1,2 %, tipo VI (síndrome cerebelar pura) em 7,3 % e tipo VII (misto) em 3,6 % dos casos.Os pacientes com AEC tipos 6 e 10 apresentaram-se com ataxia cerebelar pura e os pacientes com AEC tipo 7 tinham um quadro de ataxia cerebelar com perda da acuidade visual em 100 % dos casos.

Conclusões: A correlação genotípica-fenotípica de 100 famílias brasileiras com AEC nos permitiu dividir os pacientes com AEC em 3 diferentes grupos: 1-Com fenótipo muito sugestivo (AEC tipos 2 e 7), 2-Com fenótipo altamente pleomórfico, associado a grande variabilidade intra e inter-familial (AEC tipo 3) e 3-Com fenótipo inespecífico (AEC tipos 1, 6 e 10).

 

T8. 11:10h        Voltar para a página do Programa       Topo 

COMPARAÇÃO ENTRE FAMÍLIAS BRASILEIRAS E MEXICANAS COM ATAXIA ESPINOCEREBELAR TIPO 10
Walter O. Arruda
, Hélio A. G. Teive, , Salmo Raski, Ben Roa, Tetsuo Ashizawa, Lineu Cesar Werneck.

Curitiba PR, Houston USA, Galveston USA. 

Objetivo: Comparar os dados clínicos e genéticos de famílias brasileiras e mexicanas com ataxia espinocerebelar tipo 10 (AEC10).

Fundamentos: Até o momento 26 diferentes loci de AEC tem sido identificados. A AEC10 é uma forma rara e tem sido descrita apenas em famílias mexicanas e brasileiras.

Material/Métodos: De um total de 100 famílias avaliadas no Serviço de Neurologia do HC-UFPR com AEC, 8 tem o diagnóstico de AEC10. Os testes genéticos foram realizados no Baylor DNA Diagnostic Laboratory (Baylor College of Medicine, Houston, Tx, EUA) e na University of Texas Medical Branch (Galvestom,Tx,EUA). Foram comparados a idade de início da ataxia, características clínicas, número de expansões de ATTCT, correlação genótipo/fenótipo e a origem étnica de 25 pacientes brasileiros com 19 mexicanos (de 6 famílias) estudados por Ashiwaza e col.

Resultados: A idade média de início da doença nos pacientes brasileiros foi de 34,4 anos (entre 16-55 anos) e a dos pacientes mexicanos foi de 26,7 anos (entre 14-44 anos). Os pacientes brasileiros apresentaram quadro de ataxia cerebelar pura,com somente 4 pacientes com hiperreflexia profunda leve e 2 com espasticidade leve. Nenhum dos pacientes brasileiros tinham epilepsia ou neuropatia periférica, uma característica freqüênte nos pacientes mexicanos (72,2 % e 66 % dos pacientes respectivamente). O número médio de repetições ATTCT nos pacientes brasileiros foi de 1.820 e 2838 nos mnexicanos. Ocorreu um correlação inversa entre o tamanho da expansão ATTCT e a idade de início da ataxia entre os pacientes brasileiros e mexicanos. Existe um consenso de que a origem étnica dos pacientes com AEC10 de origem mexicana é indígena, enquanto que na série brasileira encontrou-se que 75% das famílias tem também origem indígena. 

Conclusões: Observamos similaridades entre os pacientes brasileiros e mexicanos com AEC10, tais como idade de início, correlação entre o tamanho da expansão repetida ATTCT e a idade de início da doença e a origem étnica, entretanto, algumas diferenças foram obsevadas em relação ao quadro clínico (ataxia cerebelar pura nos pacientes brasileiros) e o tamanho médio da expansão repetida ATTCT, que é menor nos pacientes brasileiros do que nos mexicanos.

 

T9. 11:30h       Voltar para a página do Programa       Topo 

UMA NOVA DOENÇA NEURODEGERATIVA AUTOSSÔMICA RECESSIVA CARACTERIZADA POR ESPASTICIDADE, ATROFIA ÓPTICA E POLINEUROPATIA: SÍNDROME SOAP
Simone Consuelo Amorim,
Silvana,  Starling Santos, Alessandra, Souza, Lucia Inês Macedo, Agnes L Nishimura, Angelina M M Lino, Mayana Zatz, Fernando Kok.

São Paulo SP. 

Objetivo: Descrever doença neurodegenerativa de herança autossômica recessiva caracterizada por atrofia óptica congênita, espasticidade, polineuropatia periférica axonal sensitivo-motora, sobressaltos à estimulação sonora, deformidades articulares e da coluna e disartria. Até o momento, não foi descrita condição similar, o que nos levou a denominá-la de síndrome SOAP (de Spasticity, Optic Atrophy and Polyneuropathy).

Fundamentos: As doenças neurodegenerativas hereditárias podem ser classificadas em puras e combinadas. Entre as formas puras temos, p.ex., as paraplegias espásticas, neuropatias periféricas e atrofias de nervo óptico. Entre as  combinadas, temos p.ex., a doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) com espasticidade, e a CMT com atrofia óptica. Não se descreveu, no entanto,uma combinação de CMT, atrofia óptica e espasticidade.

Material/Métodos Foi estudada uma família com elevado grau de consangüinidade com 26 indivíduos afetados, dos quais 22 foram examinados, após consentimento informado, pelos autores e serão objetos dessa apresentação. Essa família é proveniente de região remota do Rio Grande do Norte (Serrinha dos Pintos, 4.295 habitantes no ano 2.000).

Resultados: Os 22 indivíduos afetados tinham entre 9 e 63 anos de idade, sendo 15 do sexo feminino. As manifestações clínicas eram bastante estereotipadas, mas tinham intensidade variável. Os primeiros sintomas foram falta de fixação do olhar e abalos oculares. Foi observada atrofia óptica em 95,5% dos afetados. A seguir, observou-se atraso na aquisição da marcha, jamais adquirida em três dos pacientes. Ocorria deterioração progressiva da função motora por aumento da espasticidade e, aos 10 anos de idade, nenhum paciente tinha marcha independente. A partir da adolescência, notava-se diminuição da força em MMSS, que progrediu de forma inexorável. A partir da 3ª década, a fraqueza impossibilitava a realização de tarefas domésticas. Nessa mesma época, apresentavam deformidades articulares e da coluna e disartria. Nunca deixam de ter sobressaltos a estimulação sonora.O comprometimento motor era habitualmente mais intenso em MMII. Sempre que houve colaboração, constatou-se diminuição distal da sensibilidade tátil e vibratória. Exames: RM de crânio (3 pacientes), normal; eletroneuromiografia (2 pacientes) sugestiva de neuropatia axonal sensitivo-motora; Eletroretinografia (1 paciente), normal. Conclusões: Descrevemos uma nova doença neurodegenerativa em família consangüínea com 26 afetados. A identificação do gene responsável por essa doença, que se encontra em andamento,  poderá contribuir para o entendimento da fisiopatologia dessa condição.  Estima-se que um em cada 250 habitantes de Serrinha dos Pintos seja afetado pela síndrome SOAP e que um em cada 8 de seus moradores seja portador do gene mutado que condiciona, quando em homozigose, essa condição.

Apoio: FAPESP, CEPID-Proex, CNPq.

 

T10. 11:50h       Voltar para a página do Programa       Topo 

ESTUDO CLÍNICO E MOLECULAR DE SETE CASOS DE DOENÇA DE TAY-SACHS DE INÍCIO TARDIO
Cleurecy Oliveira Vasques,
Roberto Rozenberg, Mariz Vainzof,,Mayana Zatz, Ligya Pereira, Simone Consuelo Amorim, Antonio,Heise, Carlos Otto,Rocha, Gustavo Maegawa,,Maira Burin, Roberto Giugliani, Fernando Kok.

São Paulo SP, Toronto Canadá, Porto Alegre RS. 

Objetivo: Apresentar as manifestações clínicas e os diagnósticos moleculares e de neuroimagem de 7 pacientes com Doença de Tay-Sachs (DTS) de início tardio.

Fundamentos: A DTS tem herança autossômica recessiva e é decorrente de deficiência da enzima hexosaminidase A (HexA). A forma mais conhecida da DTS se inicia no 1° ano de vida com rápida involução neurológica e mácula vermelho cereja. Nas formas de início mais tardio, o fenótipo é atenuado pela existência de atividade residual de HexA. As variantes juvenis da DTS (DTSj) caracterizam-se por sobressaltos, involução neuropsíquica, ataxia, distonia e crises epilépticas. Em sua forma de início no adulto (DTSa), a DTS cursa com distúrbios psiquiátricos, ataxia e amiotrofia espinal, e é frequentemente confundida com outras condições.

Material/Métodos:  Estudamos 7 indivíduos, pertencentes a 5 famílias não consanguíneas; todos apresentavam redução da atividade de HexA.

Resultados: Em 4 pacientes, o início do declínio neurológico deu-se entre 2 e 4 anos de idade e em 3 irmãos de ascendência judia ashkenazi, na adolescência. Eles tinham um primo que se suicidou e era possivelmente afetado e com o mesmo genótipo. Os sintomas iniciais nos pacientes com DTSj foram: em 2 pacientes (um com genótipo R178H/? e o outro ainda não testado) sobressaltos já nos primeiros meses de vida, seguidos, após os 2 anos, por involução do DNPM, perda da acuidade visual com mácula vermelho cereja e ataxia. Uma paciente apresentava ataxia, espasticidade e macrocefalia progressiva, associada a involução psíquica e, mais tardiamente, distonia. Essa paciente era homozigota para a mutação R178H, típica da variante B1 da DTS (que leva a uma enzima sem atividade catalítica contra o substrato natural). Finalmente, um paciente com DTSj apresentou como sintoma inicial déficit de atenção e hiperatividade. A seguir, desenvolveu parkinsonismo, crises epilépticas e sinais de frontalização. Estudo molecular detectou uma cópia da mutação R499H, já descrita na forma juvenil da doença. Os pacientes com DTSa tinham entre 32 e 36 anos por ocasião do diagnóstico e apresentavam longa duração com associação de surtos psicóticos, amiotrofia espinal e ataxia. Análise mutacional mostrou que presença da mutação InsTAC1278 e G269S, característica da DTSa. Os exames de RM de crânio de pacientes com a DTSj mostraram comprometimento de substância branca e, tardiamente, atrofia cortical; em dois dos irmãos com DTSa, evidenciou-se atrofia cerebelar. Na DTSa, ENMG mostrou comprometimento de neurônio motor inferior e polineuropatia sensitiva axonal distal.

Conclusões: o fenótipo da DTS de início tardio é bastante variável e alguns sintomas, como sobressaltos e mácula vermelho cereja nem sempre ocorrem. RM mostra comprometimento da substância branca (TSDj) ou atrofia cerebelar (TSDa). Apenas um paciente apresentava uma mutação em homozigose, sendo os demais heterozitos compostos.

Apoio: FAPESP, CEPID-Proex, CNPq.

 

T11. 12:10h        Voltar para a página do Programa       Topo 

TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE CÉLULAS TRONCO HEMATOPOIÉTICAS (TACTH) PARA TRATAMENTO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA (EM): RESULTADOS PRELIMINARES DO ESTUDO COOPERATIVO MULTICÊNTRICO BRASILEIRO (ECMBTACTH-EM)
A
milton Antunes Barreira, Nelson Hamerschlak, Julio Cesar Voltarelli.

Ribeirão Preto SP, São Paulo SP.

Objetivo: Apresentar resultados preliminares dos TACTHs para tratamento da EM no Brasil. Fundamentos: O TACTH na EM tem base: na patogenia autoimune e inflamatória, na eficácia na encefalite alérgica experimental, na melhora de tratados com TACTH por doença hematológica concomitante e no prognóstico devastador casos de EM. Cerca de 250 TACTH-EM foram realizados no mundo. Estabilização ocorre em cerca de dois terços dos casos. A mortalidade é de 5 a 10%. É maior em casos com escala expandida do estado de incapacidade (EEEI ou EDSS) >7,0.

Material/Métodos: As células tronco são mobilizadas da medula óssea com ciclofosfamida (2 gm2) e fator de crescimento granulocítico, coletadas por leucaférese, criopreservadas e reinfundidas após condicionamento com BCNU, etoposide, ARA-C e melphalan (BEAM) e globulina anti-timocítica.(90mg/Kg). A graduação pela EDSS deve ser maior que 3,0 e menor que 7,0 e piora de um ponto, sob tratamento, ao longo de 1 ano.

Resultados : O ECMBTACTH–EM foi iniciado em junho de 2001. Vinte (20) pacientes com EM foram transplantados, a maioria com a forma secundariamente progressiva e EDSS entre 6,0 e 7,0. Houve 5 óbitos: dois de pessoas com doença avançada ( EDSS), 8,5 e 9,0), um de paciente automedicada com anti-inflamatório não esteróide e dois relacionados a complicações pulmonares devidas ao regime de condicionamento ou à síndrome do enxerto. Quinze (15) estão em seguimento, com espaço de tempo entre 1 e 35 meses (mediana de 9) pós-transplante. Um paciente recebeu metil-prednisolona EV por recorrência, outro está em recuperação de pneumonia fúngica e bacteriana grave, com novas lesões à ressonância magnética (RM). Os outros 13 permanecem estáveis.

Conclusões: A despeito do pequeno tempo de evolução, os resultados são encorajadores e comparáveis aos da literatura.

*AAB apresenta o trabalho em nome do ECMBTACTH-EM: 7 casos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (Unidade de Transplante de Medula Óssea - UTMO: Ana-Beatriz P.L. Stracieri, Maria-Carolina B. Oliveira, Dannielle F. Godoi, Daniela A. Moraes, Marina A. Coutinho e Júlio C. Voltarelli - chefe da equipe médica e coordenador do estudo. Divisão de Neurologia: Doralina Guimarães Brum de Souza e Amilton Antunes Barreira - chefe da equipe médica e responsável no estudo pelas doenças neurológicas); 7 casos no Hospital Albert Einstein (UTMO: Nélson Hamerschlak; neurologistas: Charles Peter Tylberi ; Alberto Alan Gabai); 1 caso, respectivamente do: HC de São Paulo (UTMO: Frederico Dulley; neurologista: Dagoberto Callegaro); Santa Casa de São Paulo (UTMO: José Carlos Barros; neurologista: Charles Peter Tylberi); equipe de TMO ddo HC UFMG: (Cármine Antonio de Souza – neurologista: Elizabete Comini); Hospital Araújo Jorge de Goiânia (UTMO: César Leite – neurologista: Sebastião Eurico Melo Souza; Hospital de Clinicas da UFPR (UTMO: Ricardo Pasquini; neurologista: Walter Arruda).

 

12:30h Intervalo – Lunch Box

 

12:45h DISCUSSÃO DE PAINÉIS (POSTERS)

EPILEPSIA

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EPILEPSIA REFRATÁRIA AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO E PROBLEMAS RELACIONADOS COM A DIETA CETOGÊNICA
Maria Thereza Campos,
Cláudia Seely Rocco, Sérgio Antonio Antoniuk, Isac Bruck, Lucia Coutinho Dos,Santos, Guilherme Riva Xavier, Daniele Caldas B Rodrigues.

Curitiba PR. 

Objetivo: Verificar as principais dificuldades observadas ao longo do tratamento de pacientes com epilepsia refratária ao tratamento medicamentoso e o uso de dieta cetogênica.

Fundamentos: A dieta cetogênica tem sido utilizada desde 1920 quando uma dieta rica em gordura e pobre em proteína e carboidrato para controle de pacientes que não respondiam ao tratamento convencional com anticonvulsivantes foi criada. A ação da dieta foi atribuída como resultado da acidose e da cetose, como no jejum (efeito anticonvulsivante conhecido). A eficácia da dieta é reconhecida até os dias de hoje porém efeitos colaterais são igualmente referidos entre os quais destacam-se litíase renal, obstipação, dislipidemia, náuseas e vômitos entre outros.

Material/Métodos: Foram analisados retrospectivamente 5 prontuários de pacientes com epilepsia refratrária e que iniciaram a dieta pela primeira vez. A idade dos voluntários variou de 1 a 14 anos. Entre os aspectos analisados destacam-se: redução do número de crises; desenvolvimento ponderal e de estatura pela comparação de peso/idade e altura/idade e aceitabilidade da dieta. As mães relataram, em entrevista, as experiências relacionadas com o uso da dieta como forma de tratamento, classificando-as como positivas ou negativas.

Resultados: Entre os efeitos adversos observados foram considerados importantes:obstipação (2), diarréia (2), vômitos (1), hiperlipidemia (1), hematúria (1), episódios de rejeição à alimentação (1) e sobrepeso (1). Quatro pacientes (80%) não cresceram proporcionalmente a idade, demonstrando uma possível subestimação das necessidades energéticas. A aceitabilidade a dieta foi de 100%, mas ao longo do tratamento quatro pacientes (80%) apresentaram rejeição a algum tipo de alimento. No momento da análise dos dados a redução das crises foi próxima de 50%. As mães referiram que, ao serem informadas sobre a dieta, sentiram grande espanto, medo, preocupação e dúvidas relativas a ela. Informaram alteração na rotina diária bem como dificuldades financeiras para a compra de alimentos e medicamentos. Ainda assim, demonstraram confiança no tratamento.

Conclusões: Os diversos problemas encontrados no tratamento com a dieta cetogênica não foram fatores determinantes para o abandono do tratamento.

 

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TRATAMENTO CIRÚRGICO DA EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL. ANÁLISE DE 44 CASOS CONSECUTIVOS.
Murilo Meneses
, Pedro André Kowacs, Samanta Blattes Da Rocha, Eraldo Laroca, Erasmo Barros Júnior, Cristane Simão, Sonival Hunckievics, Nelson Oliveira,
Ana Paula Bacchi e Jerônimo Buzetti Milano.

Curitiba PR.

Objetivo: Relatar, de forma retrospectiva e com até 5 anos de seguimento de 44 pacientes submetidos à cirurgia para epilepsia do lobo temporal no Instituto de Neurologia de Curitiba, entre os anos de 1998 e 2003.

Fundamentos: A epilepsia do lobo temporal pode ser de difícil controle, ainda constituindo um grande grupo de pacientes, nos quais a cirurgia com remoção do foco epileptogênico pode ser o único tipo de tratamento viável. Várias séries tem mostrado bom resultado e existe necessidade de comparar as mesmas para encontrar o melhor efeito. Portanto, a publicação e análise de todas as séries é fundamental.

Material/Métodos: Foram operados 44 pacientes com epilepsia de difícil controle. A avaliação pré-operatória dos pacientes incluiu história clínica, exame neurológico, Eletroencefalografia (EEG) convencional, vídeo-EEG, avaliação neuropsicológica e de imagem por RM. Onze (25%) pacientes fizeram o teste de Wada, sendo sete deles com o uso de Amital, dois com o Propofol e dois com o Brevital. 6 pacientes realizaram RM funcional (Meneses 2004), uma paciente usou eletrodos intracerebrais. 2 pacientes fizeram eletrocorticografia e 1 fez SPECT. Foi feito o anatomopatológico das estruturas removidas.

Resultados: As estruturas mesiais temporais estavam envolvidas na gênese das crises. Quarenta (90,9%) pacientes foram submetidos à cirurgia por esclerose mesial temporal, sendo 14 (35%) do lado esquerdo e 26 (65%) à direita. No seguimento pós-operatório, 11 (25%) pacientes suspendeu-se a medicação após dois anos; 8 (18,1%) permaneceram fazendo uso de anticonvulsivantes e sem crises. 5 (11,3%) voltaram a apresentar crises após a retirada da medicação, permanecendo então no tratamento. Dos pacientes que voltaram com medicação, 6 tiveram novas crises. 4 pacientes apresentaram déficit cognitivo no pós-operatório.

Conclusão: A lobectomia temporal é uma cirurgia com baixo índice de complicações pós-operatórias e morbidade e um índice satisfatório de cura para pacientes com epilepsia refratária ao tratamento conservador. Com os métodos diagnósticos modernos (RNM, SPECT, RNM funcional) e avaliação pré-operatória adequada, a indicação cirúrgica pode ser estabelecida com segurança.

 

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USO DO SÓDIO METOHEXITAL NO TESTE DE WADA: RELATO DE DOIS CASOS
Pedro André Kowacs,
Murilo Meneses, Samanta Blattes Da Rocha, Cristiane,Simão, Sonival Hunckievics, ,Eraldo Larocca.

Curitiba PR

Objetivos
:
Relatar o uso do Brevital (Metohexital sódico) como substituto ao Amytal sódico na teste de Wada.

Fundamentos: O teste de Wada é fundamental no tratamento das cirúrgico das epilepsias e ocasionalmente podem ocorrer efeitos colaterais e complicações indesejáveis. Tendo em vista esses fatos, outros métodos e substâncias diferentes tem sido utilizadas.

Material/Métodos: Caso #1: 35 anos, masculino, convulsões há cinco anos e esclerose hipocampal esquerda. Linguagem à esquerda à RM funcional e exame neuropsicológico normal. 

Caso #2: 30 anos, feminino, crises parciais com generalização desde os quatro anos de idade e esclerose hipocampal esquerda. Linguagem à esquerda à RM funcional e exame neuropsicológico inconclusivo. O Brevital, um anestésico de ação rápida, foi reconstituído em água destilada na concentração de 10mg/ml e diluído em solução salina a 0,9% a uma concentração de 1 mg/ml. Em cada caso foi administrada uma dose inicial de 3 ml, com doses de reforço de 2 ml conforme retorno da força motora. O protocolo cognitivo (procedimento de Seattle e Montreal combinado) foi adaptado ao uso do Brevital.

Resultados: No Caso #1 foram administrados um total de 9 ml divididos em 3 + 2 +2 + 2 ml e no Caso #2 o total de 7 ml divididos em 3 + 2 + 2 + 2 ml para manter o nível desejado de sedação. O retorno motor foi em média de 222,5s (d.p. 28,3s). O intervalo entre a injeção dos dois lados foi reduzido para 15 minutos, e o fim do exame ocorreu em 45 minutos, com boa resposta nos dois casos.

Conclusões: O Brevital mostrou-se eficaz como substituto ao Amytal, com a vantagem de reduzir o tempo de exame. 

 

DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO

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ATAXIA POR DEFICIÊNCIA DE VITAMINA E EM TRÊS IRMÃOS
Fernando Kok,
Simone Consuelo Amorim, Cleurecy Vasquez, Marina Funayama, Andrea,  Loterio, Kikue Abe, Maria Rita Mingrone Pavanello, Mayana Zatz.

São Paulo SP

Objetivos Apresentar uma família com três irmãos afetados por ataxia e deficiência de vitamina E (AVED), condição que clinicamente é muito similar à ataxia de Friedreich.

Fundamentos: As ataxias hereditárias podem ser transmitidas de forma dominante ou recessiva. Entre as ataxias recessivas, a forma mais freqüente é a ataxia de Friedreich, seguida pela ataxia-telangiectasia. Outras condições são muito mais raras: IOSCA, ataxia-apraxia oculomotora, doença de Marinesco-Sjögren e AVED. O reconhecimento dessa última é particularmente importante pois ela pode ter sua progressão contida com a reposição de vitamina E (alfa-tocoferol). A caracterização clínica e a localização do gene da AVED foi feita a partir de estudo de diversos indivíduos afetados  originários da Tunísia (Ben Hamida et al., 1993), e subseqüentemente relatada em diversos outros países. Ela decorre de mutação em gene que codifica a proteína de transferência de tocoferol (tocopherol transfer protein, TTP), envolvida com a incorporação de alfa-tocoferol nas lipoproteínas. Não temos conhecimento da ocorrência de outros casos de AVED no Brasil.

Material/Métodos: Estudamos três irmãos (dois do sexo masculino), pertencentes a uma família não consangüínea, procedente do Vale da Ribeira, SP. Há relato de outros dois primos, igualmente afetados (um dos quais falecido). A idade ao diagnóstico variou entre 7 e 17 anos; os sintomas se iniciaram de forma sutil entre 7 e 8 anos, com maior instabilidade da marcha e tendência a quedas. A paciente mais jovem, de 7 anos, apresentava arreflexia profunda, pés cavos e limitação da dorsiflexão dos pés. Não se detectou ataxia, mas havia relato de maior propensão a quedas. Seu irmão, de 15 anos, começou a ter grande piora da coordenação a partir dos  12 anos, levando-o a ficar restrito à cadeira de rodas dois anos após o início do quadro. Tinha ataxia global com piora com a oclusão palpebral, hipotonia, arreflexia, cifo-escoliose e pés cavos. O terceiro irmão, de 17 anos, teve piora da coordenação a partir de 15 anos de idade; apresentava ataxia global, com Romberg positivo, arreflexia, escoliose e pés cavos. Era capaz de andar apenas com apoio, com base alargada.

Resultados: Os seguintes exames, realizados nos irmãos com sintomas mais evidentes, foram normais: estudo molecular para ataxia de Friedreich, eletrocardiografia e ecocardiografia. A vitamina E no soro, realizada nos três irmãos, encontrava-se abaixo do limite de detecção (0,5 mg/L; valor de referência: superior a 5 mg/L). Foi iniciado tratamento com 800 mg de vitamina E, mas o tempo de acompanhamento é ainda insuficiente para permitir avaliar a resposta.

Conclusões: Embora rara, a possibilidade de AVED, que é passível de tratamento, deve sempre ser considerada em pacientes com fenótipo sugestivo de ataxia de Friedreich. A disponibilidade de um teste bioquímico facilita essa investigação.

Apoio: FAPESP, CEPID-Proex, CNPq, Instituto Fleury.

 

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SÍNDROME DE EKBOM: ATAXIA-MIOCLÔNICA E LIPOMAS CERVICAIS. RELATO DE CASO.
J
uliano André Muzzio,
Hélio A. G. Teive, Hipólito Carraro, Rosana Herminia Scola, Cláudia Kamoy Kay, Salmo Raskin, Karl Ekbom, Nils-Görem Larssen, Lineu Cesar Werneck.

Curitiba PR.

Objetivo: Descrever um paciente masculino com achados clínicos sugestivos de Síndrome de Ekbom e confirmação diagnóstica por análise genética mitocondrial.

Fundamentos: A epilepsia mioclônica com fibras vermelhas rasgadas (MERRF) foi inicialmente relatada em associação com uma mutação no gene mitocondrial codificador do tRNAlys na posição 8344, ocorrendo substituição de uma molécula de adenina por guanina (tRNAlys A8344G). Esta doença manifesta-se com mioclonias progressivas, ataxia cerebelar, epilepsia generalizada ou focal, fraqueza muscular, cardiomiopatia hipertrófica, demência e surdez. Na Síndrome de Ekbom, além dos achados acima, encontramos lipomatose cervical simétrica e alterações esqueléticas.

Material/Métodos: Paciente masculino, 52 anos, apresentando há um ano quadro progressivo de déficit cognitivo leve, ataxia axial e apendicular, mioclonias e fraqueza muscular de predomínio proximal. Ao exame observou-se presença de lipomatose cervical simétrica, mioclonias ao repouso e induzidas por estímulos sonoros e motores, disartria, ataxia cerebelar com tremor intencional, redução de força muscular com atrofia de predomínio proximal.

Resultados: Exames laboratoriais (glicemia, lipidograma, TSH) e líquido cefaloraquidiano dentro dos limites da normalidade. Eletroencefalograma com alentecimento importante difuso. Estudo de condução nervosa motora apresentava aumento da latência distal com redução da velocidade de condução nervosa em nervo fibular profundo à direita, estudo de condução nervosa sensitiva normal. Eletromiografia com a presença de sinais limítrofes para desinervação crônica em músculo tibial anterior. Ressonância magnética de crânio mostrou discreta atrofia supra e infratentorial com a presença de lipomatose cervical posterior. Biópsia de músculo com algumas fibras vermelhas rasgadas e deficiência de citocromo C-oxidase. Estudo genético de linfócitos do sangue periférico demonstrou elevada taxa de mutações na posição 8344 como as descritas em MERRF, confirmando o diagnóstico de Síndrome de Ekbom.

Conclusões: A síndrome de Ekbom foi descrita inicialmente em 1974 e até hoje poucos casos foram encontrados na literatura. Este trabalho demonstra, confirmando estudos anteriores, que a Síndrome de Ekbom pode ser considerada um subtipo de MERRF, pois ambas apresentam a mesma mutação do tRNA mitocondrial.

 

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DISTÚRBIOS DE MOVIMENTO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: MANEJO COM TOXINA BOTULÍNICA DO TIPO A
Lúcia Helena Coutinho dos Santos
, Edílson Forlin Luis Eduardo Munhoz Da Rocha, Danielle De Caldas Buffara Rodrigues, Guilherme R. P Xavier; Romano A.R.Teixeira Júnior, Larissa BitarNeves, Marise Bueno Zonta, Sérgio Antonio Antoniuk, Isac Bruck.

Curitiba PR.

Objetivo: descrever as manifestações clínicas e discutir o manejo terapêutico dos distúrbios de movimento em crianças e adolescentes com Paralisia Cerebral (PC) e pós encefalopatias agudas (EA).

Fundamentos: Os distúrbios de movimento (DM) em crianças e adolescentes com PC e pós EA são pouco discutidos na idade pediátrica. A reabilitação destes pacientes é difícil e onerosa, todavia têm papel fundamental na melhora da qualidade de vida.

Material/Métodos: Estudo prospectivo de 214 pacientes com PC e 28 pós EA submetidos a programa de reabilitação, incluindo o uso de toxina botulínica do tipo A (BTXA).

Resultados: Os distúrbios de movimento foram observados em 23 pacientes (11%) com PC e em 11 (40%) do grupo pós EA. No grupo de pacientes com PC a idade variou de 10 meses (m) a 174m (média=86.5±43.8). Houve predomínio do sexo masculino e raça branca. A etiologia foi definida em 82% dos pacientes: hipoxia-isquemia (12), kernicterus (5) e infecção intrauterina (2). A espasticidade esteve associada em 17. Catorze pacientes com distonia axial utilizaram BTXA com bom controle de tronco, sentando com apoio, após uma sessão de BTXA, com melhora na alimentação e função pulmonar. Quatro pacientes com coreoatetose e espasticidade de adutores tiveram uma boa resposta a BTXA associada a L-dopa, 3 destes conseguiram marcha domiciliar. Dois patientes com coreoatetose tiveram melhora clínica, com controle de cabeça e maior facilidade no manejo pelos cuidadores e fisioterapeutas, com a associação de BTXA e trihexyphenidyl. Dois tiveram excelente resposta ao trihexyphenidyl, adquirindo marcha comunitária. Um paciente com distonia segmentar teve bom controle dos movimentos, necessitando injeções periódicas de BTXA. No grupo de pacientes pós-injúria a idade variou de 32m a 246m (X=129.3±67.2) e a idade da injúria de 10m a 104m (X=53.9±29.8). As etiologias foram: acidente vascular cerebral (5), trauma (2), criança espancada (1), insuficiência pulmonar grave (1) e parada cardíaca (1). Sete pacientes apresentavam espasticidade associada. Dez pacientes utilizaram BTXA e um respondeu ao trihexyphenidyl. Quatro com distonia axial adquiriram bom controle de tronco, sentando sem apoio, após uma sessão de BTXA, apresentando melhora importante na alimentação e função pulmonar. Cinco pacientes com hemidistonia tiveram uma boa resposta a BTXA, sendo necessárias aplicações periódicas. Um paciente com balismo de membro superior direito teve recuperação espontânea.

Conclusões: Os distúrbios de movimento não são incomuns em crianças e adolescentes, causando incapacidade grave e necessitando intervenções complexas e manejo multidisciplinar. O uso da BTXA foi fundamental para a reabilitação destes pacientes.

 

NEUROPATIAS PERIFÉRICAS

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AVALIAÇÕES DE NERVOS CRANIANOS EM PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
Luiz Antonio Lima Resende
, Marcia Elaine Zeugner Bertotti, Luis Cuadrado Martin, André Balbi, Flávio Taira Kashiwagi, Augusto Mazzoni Neto, Pasqual Barretti.

Botucatu SP. 

Objetivo: Descrever alterações de nervos cranianos em pacientes com insuficiência renal crônica (IRC).

Fundamentos:  A polineuropatia periférica axonal relacionada a IRC é bem conhecida, sendo que estudos de condução nervosa sensitiva e motora já foram amplamente utilizados com indicadores da qualidade do tratamento dialítico. Entretanto, comprometimento de nervos cranianos na IRC é mal documentado e pouco conhecido.

Material/Métodos: Foi realizado estudo clínico de nervos cranianos em 36 pacientes em programa de hemodiálise de nossa Instituição, portadores de insuficiência renal crônica terminal, com clearance de creatinina menor que 5 ml/minuto/1.73 m2 de superfície corporal.

Resultados: O VIII nervo craniano foi o mais frequentemente acometido (23 pacientes, sendo divisão acústica em 21 e vestibular em 2). A seguir, observaram-se alterações do óptico (22 casos), sendo diminuição de acuidade - 19, alterações campimétricas - 7, fundoscopias anormais - 3, alteração de reflexo fotomotor – 1.  A seguir, alteração do nervo trigêmio (19 pacientes), com predomínio de hipopalestesia (10) sobre as demais. A seguir, comprometimento do olfatório – 8 pacientes), comprometimento do VII (disgeusia – 5, xerostomia 1, paralisia facial periférica 1), alterações de IX  sensitivo (3), e do XII (1 paciente). Observou-se  disgeusia do VII e do IX em 3 pacientes.

Conclusões: Observaram-se numerosas e diversificadas alterações clínicas dos nervos cranianos aferentes e sensitivos, e escassas alterações dos nervos cranianos motores. As alterações dos nervos cranianos na IRC são freqüentes, diminuem a qualidade de vida dos pacientes, mas têm sido pouco enfatizadas nos diferentes serviços de hemodiálise.

 

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MONONEUROPATIA DO NERVO SUPRAESCAPULAR : RELATO DE DOIS CASOS E REVISÃO DE LITERATURA
Flávio Taira Kashiwagi,
Maria Tereza Moraes Souza, Marcelo Fernando, de Zeugner Bertotti, Luiz Antônio Lima Resende.

Botucatu SP.

Objetivos: Relatar dois casos de mononeuropatia do nervo supraescapular e apresentar revisão de literatura.

Fundamentos: A mononeuropatia do nervo supra-escapular é rara. As etiologias descritas incluem compressão, inflamação e estiramento, devido a que os tratamentos propostos são heterogêneos. Foram encontradas 20 publicações sobre o assunto, justificando esta apresentação.

Meterial/Métodos: Foram avaliados 2 pacientes com queixa de fraqueza para abdução do braço (primeiros 30 graus), e hipóteses diagnósticas de mononeuropatia do nervo supra-escapular. Os critérios diagnósticos pela ENMG incluíram: a) estudos de condução nervosa sensitiva normais nos nervos ulnar, mediano e radial ipsolaterais; b) latência do nervo supra-escapular, com potencial de ação muscular composto obtido no músculo infra-espinhoso, obtido bilateralmente, com técnicas simétricas; c) eletromiografias normais nos músculos deltóides e supra-espinhoso, e neurogênicas no músculo infra-espinhoso acometido.

Resultados: Estes 2 casos foram encontrados dentre 4.370 exames ENMG realizados em 12 anos, em nosso Serviço. Em ambos o exame clínico evidenciou atrofia isolada do músculo infra-espinhoso, com alterações neurogênicas nas EMG, coexistindo com eletromiografias normais de deltóides e supra-espinhoso.

Conclusões: Apesar de rara, esta mononeuropatia deve ser investigada sempre que houver redução da força na abdução inicial dos membros superiores.

 

MIASTENIA GRAVE

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TECIDO TÍMICO ECTÓPICO EVIDENCIADO PELA TIMECTOMIA RADICAL AMPLIADA EM PACIENTES COM MIASTENIA GRAVE
Maria Tereza Moraes Souza,
Raul Lopes Ruiz Jr., Samuel Marek Reibscheid, Antônio José Maria Catâneo, Flávio Taira Kashiwagi, Luiz Antônio Lima Resende.

Botucatu, SP.

Objetivo: Mostrar evidências de que a timectomia radical ampliada talvez seja técnica ciúrgica preferível às outras no tratamento da miastenia grave.

Fundamentos: O timo tem embriologia complexa (pelas migrações celulares ao longo dos cordões tímicos embrionários), podendo ser encontradas ilhas de células tímicas ectópicas em vários locais na cavidade torácia, e em regiões atípicas como pescoço, base da língua e ouvido médio. Sendo o timo órgão linfóide, e considerando-se a patogênese da miastenia grave, a timectomia radical ampliada foi proposta para tentativa de remoção de todos os tecidos tímicos (habituais e ectópicos).

Material/Métodos: Análise retrospectiva dos achados histopatológicos de 46 timectomias radicais ampliadas, provenientes de 46 pacientes miastênicos submetidos a esta forma de tratamento.

Resultados: Tecidos tímicos ectópicos foram encontrados em 4 casos (4/46, 9%), assim distribuídos: um na região frênica esquerda (timo fibrótico), dois na gordura peritímica (Hiperplasia tímica/ timoma) e um no cavo aórtico (hiperplasia tímica).

Conclusões: Achados de tecido tímico ectópico em 9% das timectomias justificam plenamente a técnica cirúrgica de timectomia radial ampliada. É muito provável que as análises de timectomia na miastenia grave, existentes na literatura, estejam baseadas em timectomias parciais.

 

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TIMECTOMIA RADICAL AMPLIADA COMO MONOTERAPIA NA MIASTENIA GRAVE: ESTUDO DE 12 CASOS.
Maria Tereza Moraes Souza
, Raul Lopes Ruiz Jr., Samuel Marek Reibscheid, Antônio José Maria Catâneo, Flávio Taira Kashiwagi, Luiz Antônio Lima Resende.

Botucatu SP.

Objetivo: Avaliar resultados da timectomia empregada como única opção de tratamento na miastenia grave.

Fundamentos: A timectomia é um recurso terapêutico indicado na MG. Nosso estudo descreve os efeitos da timectomia em 12 pacientes miastênicos, dentre 46 casos timectomizados, em que a timectomia foi empregada como única forma de tratamento.

Material/Métodos: Estudo retrospectivo de 46 pacientes miastênicos submetidos a protocolo de timectomia (cirurgia torácica) em andamento. O diagnóstico foi baseado em história, exame clínico e estimulações repetitivas (ENMG). Como preparo cirúrgico, foram submetidos a 2 sessões de plasmaferese isovolêmica não seletiva, com infusão de albumina humana a 5%, 24 a 72 horas antes da cirurgia. A técnica cirúrgica utilizada em todos os casos foi a Timectomia Ampliada, com esternotomia mediana e incisão estendida (3cm) acima da fúrcula esternal, sob anestesia geral inalatória. A evolução clínica no pós operatório foi graduada segundo a classificação de Keynes. 

Resultados: Os 12 pacientes apresentaram grande melhora clínica após timectomia, recebendo alta ambulatorial, assintomáticos (e sem medicações). O tempo de seguimento em que estão assintomáticos varia de 5 meses a 10 anos.

Conclusões: Dentre 46 timectomias radicais ampliadas seguidas até o momento, em 12 o procedimento foi utilizado como monoterapia, levando a remissão dos sinais e sintomas (sem necessidade de medicações), com tempo de seguimento de 5 meses a 10 anos, o que sugere a eficácia do método.

 

NEUROLOGIA COMPARATIVA/NEUROVETERINÁRIA

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ACHADOS HISTOLÓGICOS EM BIÓPSIA MUSCULAR DE EQÜINO COM ALTERAÇÕES NEUROMUSCULARES 

Luciana Luchesi Quintanilha Fogaça, Ligia Gomes Miyazato,,Helga Cristina A Silva,F. H. F D’Angeles, Julieta Rodini Engracia Moraes, José Corrêa Lacerda Neto, Mariz Vainzof.

São Paulo SP, Jaboticabal SP. 

Objetivos: Averiguar a causa primária das alterações neuromusculares verificadas clinicamente em um eqüino da raça Westfalen.

Fundamentos: Diferentes patologias musculares já foram descritas em eqüinos, sendo as mais freqüentemente referidas: uma forma de miotonia muscular; uma doença neuromotora de eqüinos (EMND), que é uma desordem degenerativa oxidativa dos neurônios motores eferentes somáticos, causada principalmente por falta prolongada de vitamina E na dieta; a paralisia periódica hipercalêmica (HYPP), afecção genética que resulta em falência das células musculares em conduzir impulsos elétricos corretamente; e a miopatia de armazenamento anormal de polissacarídeos (PSSM), caracterizada pelo acúmulo de concentração de glicogênio muscular e pela presença de rabdomiólise.

Material/Métodos: Um eqüino da raça Westfalen, de linhagem alemã, foi encaminhado para avaliação neuromuscular por apresentar uma significante atrofia do grupo muscular da região glútea. A evolução foi significativa em curto período de tempo, compatível com quadro de atrofia muscular, sem paralisia ou impossibilidade de movimentação. As análises já realizadas excluíram possibilidade de infecções por organismos patogênicos conhecidos. Uma biópsia muscular foi coletada da região afetada, e processada por congelamento em nitrogênio líquido. Um animal normal da mesma raça e do mesmo porte foi também biopsiado como controle. Cortes histológicos transversais de 5 a 6 µm de espessura foram submetidos a colorações histológicas, histoquímicas e imunohistoquímicas.

Resultados: A análise histológica sugeriu alterações neurogênicas, com variação no calibre das fibras e presença de grupos de pequenas fibras atróficas angulares. Não se observou degeneração nem significativa proliferação de tecido conjuntivo endomisial ou perimisial. A citoarquitetura das fibras estava preservada, e não se observou alterações na organização das miofibrilas. Estudos imunohistoquímicos identificaram um padrão de distribuição sarcolemal normal para as proteínas distrofina, sarcoglicanas e merosina no animal afetado. A análise de distribuição de tipo de fibras mostrou um predomínio de 92 % de fibras tipo II, que diferiu da distribuição de 33%/67% de fibras tipo I/II observada no animal normal. Este predomínio poderia ser conseqüente a um processo de denervação. Entretanto, deve-se considerar que o eqüino afetado tem sido utilizado há 8 anos em competições de salto, com treino intenso em exercícios para o desenvolvimento de fibras de contração rápida (fibras tipo II).

Conclusões: Estes resultados sugerem que o processo neuromuscular observado neste animal é diferente dos descritos na literatura e pode constituir um novo tipo de doença neuromuscular em eqüinos. 

 

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MIOPATIA POR DEFICIÊNCIA DE SELÊNIO EM EQÜINOS E BOVINOS.
Rogério Martins Amorim,
Alexandre Secorun Borges, Julio Simões Marcondes, Renee Laufer Amorim, Maely Dal Pai Silva, Luiz Antonio Lima Resende.

Botucatu SP.

Objetivo: descrever miopatia por deficiência de selênio em dois eqüinos e um bovino. 

Fundamentos: A deficiência de selênio tem tido importância crescente em medicina nos últimos anos por sua associação com alterações mitocondriais, distrofias musculares e cardiomiopatia grave.

Material/Métodos: dois eqüinos e um bovino foram atendidos pela área de Clinica de Grandes Animais da FMVZ, Unesp, Botucatu, com quadros clínicos sugestivos de miopatia. Foram submetidos a dosagens de enzimas musculares e de selênio sérico. Foram submetidos à biópsia muscular e estudos histoquímicos.

Resultados: nos três animais observou-se aumento das enzimas musculares e deficiência de selênio. A biópsia muscular mostrou variações morfológicas de um para outro animal. Foram observadas alterações oxidativas e vacuolares com predomínio em fibras do tipo I. No caso mais grave (CPK de 5.896 UI/l) observaram-se numerosas fibras atróficas, fibras necróticas e numerosos vacúolos.

Conclusões: A miopatia por deficiência de selênio é comum em bovinos, criados a pasto, em grandes áreas geográficas de nosso país, tendo sido descrita em vários estados. Nosso objetivo é chamar a atenção para publicações recentes que relacionam a deficiência de selênio (amplamente documentada em animais) com doenças humanas tipo fibromialgia, alterações mitocondriais, distrofia muscular congênita, distrofia de Duchenne e cardiomiopatia humana grave e fulminante (síndrome de Keshan).

 

ESCLEROSE MÚLTIPLA/POTENCIAIS EVOCADOS

P13.        Voltar para a página do Programa       Topo 

POTENCIAIS EVOCADOS VISUAIS NA ESCLEROSE MÚLTIPLA: ESTUDO DE 30 CASOS
Fernando Coronetti Gomes Rocha,
Rodrigo Bazan, Marcelo Fernando Zeugner Bertotti, Stella Zanchetta, Luiz Antônio Lima Resende.

Botucatu SP.

Objetivo: Descrever os achados de potenciais evocados visuais em 30 pacientes com esclerose múltipla (EM).

Fundamentos: A neurite óptica e alterações dos potenciais evocados visuais são freqüentes na esclerose múltipla, e estão sendo analisados pela primeira vez em nosso Serviço.

Material/Métodos: Foram obtidos potenciais evocados visuais por padrão reverso em 30 pacientes com EM, com diagnósticos de EM de acordo com critérios propostos por McDonald et al (2001). As ondas P100 foram obtidas com ângulo visual de um grau, frequência de estímulo de 2 Hz, sensibilidade de 5 uV/cm, base de tempo de 30 mSeg/cm, e filtros com banda passante de 5 a 20 Hz, e foram superpostas pelo menos 2 séries com mais de 100 promediações, em equipamento Nihon-Kohden Neuropack 2, de 2 canais.

Resultados: Dos 30 pacientes com EM, 24 apresentavam queixas visuais (80%), e as ondas P100  mostraram-se anormais em 21 pacientes (70%). As principais alterações observadas foram prolongamento de latências (bilaterais em 16 pacientes, unilaterais com outro olho normal em 2), diminuição de amplitude em 4 casos, ausência de ondas P100  em 3. Em um único paciente foi observada onda P100  anormal, com latência prolongada e com grande amplitude. Em 3 pacientes com queixas visuais as ondas P100  mostraram-se normais.

Conclusões: O percentual de anormalidades nesta casuística é semelhante ao de outras séries publicadas. O grau de alteração das ondas P100 geralmente foi proporcional à intensidade das alterações clínicas no olho acometido. Em 12% dos pacientes com queixas visuais, as ondas P100  não mostraram alterações. Onda P100 de grande amplitude, na EM, deve corresponder a alterações corticais.

 

PARALISIA CEREBRAL/TOXINA BOTULÍNICA

P14.       Voltar para a página do Programa       Topo 

SEGUIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES HEMIPLÉGICOS EM TRATAMENTO COM TOXINA BOTULÍNICA DO TIPO A: VARIÁVEIS DE BOA RESPOSTA
Danielle Caldas Bufara Rodrigues,
Guilherme R. P. Xavier, Isac Bruck, Sérgio Antoniuk, Edilson Forlin, Luis Eduardo Munhoz Da Rocha, Romano A. R. Teixeira Júnior, Larissa Bitar Neves, Marise Bueno Zonta, Marilene Puppi, Lúcia Helena Coutinho Dos Santos.

Curitiba PR 

Objetivo: Descrição da evolução clínica e manejo terapêutico de pacientes com hemiplegia. Fundamentos: A toxina botulínica tipo A (BTXA) vem ocupando espaço importante na reabilitação de pacientes espásticos. O seguimento evolutivo desta população é fundamental para justificar as estas medida