|
|
|
RESUMOS DO
Dia 1º Agosto de 2009 APRESENTAÇÃO TRABALHOS 8:30h DOENÇAS VASCULARES ENCEFÁLICAS T1. 8:30h DIFERENÇAS NA INCIDÊNCIA DE AVC ENTRE REGIONAIS DE SAÚDE EM JOINVILLE: UMA FERRAMENTA NA PREVENÇÃO PRIMÁRIA? Norberto L Cabral, Jose Eluf-Neto, Anderson R R Gonçalves, Alexandre Longo, Carla Moro, Priscila Ferst , Fabiano A Oliveira, Celso V Vieira, Luiz Augusto M Fonseca. Joinville SC, São Paulo SP. Fundamentos: Em 2005-6, a incidência de primeiro evento de AVC ajustada por idade em Joinville foi 105.4 por 100 000 habitantes, que é uma taxa similar às taxas descritas em países desenvolvidos. Evidências atuais sugerem uma associação entre incidência e situação sócio-econômica. Como o Brasil, assim como Joinville, apresenta importante desigualdade social e variação geográfica na incidência de AVC, isto pode representar uma ferramenta potencial para a prevenção primária. Objetivo: Medir a incidência de AVC nas nove regionais de saúde (RS) de Joinville e comparar a variação nas taxas. Método: Todos os possíveis casos foram prospectivamente registrados entre 2005-7. Em cada uma das nove RS, determinamos a incidência ajustada por idade, a renda média, a média de anos de estudo e a proporção da cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF). Resultados: Entre 1734 casos registrados, 1034 foram primeiro evento de AVC. A taxa de incidência bruta da cidade foi 69.5 por 100 000 (IC 95% 65.3-73.9). Entre as RS, a incidência, por 100 000, ajustada variou entre 42.6 (29.5 - 61.4) a 85.0 (71.1-101.3). A análise de regressão múltipla incluindo todas as variáveis mostrou que somente anos de estudo estava correlacionada com esta diferença (R=0.839, p=0,02). Conclusões: Anos de estudo podem explicar a grande variação na incidência de AVC entre as RS. Por outro lado, o PSF não parece influenciar nas taxas de incidência. Estes resultados podem ser úteis na alocação de recursos para a prevenção primária da aterosclerose.
T2. 8:50h CLOSURE PFO IS THE BEST OPTION? Viviane F. Zétola, Melissa Castello Branco e Silva, Marcos C. Lange, Juliano A. Muzzio, Edison M Novak, Admar Moraes, Lineu Cesar Werneck Curitiba PR, Joinville SC. Background: Patent foramen ovale (PFO) is a congenital heart disease that can induce to a paradoxical embolism through the right to left shunt (RLS). RLS and PFO have an association with cryptogenic stroke, TIA and migraine with aura in young adults. To prevent patients against further embolic events PFO closure is indicated in some cases. Objectives: The aim of this study is to certify that the methodology of PFO closure prevent micro emboli (MES) is reliable using transcranial Doppler ( cTCD) as a diagnostic tool. Method: We perform cTCD before and after PFO closure in 16 patients with a standardized technique by a trained neurologist. All of them had also a transesophagical echocardiography exam to confirm the diagnostic. We only considered the results obtained after at minimum 12 months of the procedure to rule out cases of no epithelization prothese of endovascular closure. Results: The mean age was 36 years (11-67 y/o), 10 were female (62.5%).The diagnosis indication for PFO closure was stroke in 12 (75%), 2 migraine (12.5%) and 2 TIA (12,5%) patients. Patients were submitted to different devices models of PFO closure and 3 of them performed surgery. Although 13 patients (81,2%) showed no micro emboli in cTCD at rest after procedure, the sensibilization maneuver (valsalva maneuver-VM) detected micro embolic phenomenon 10(62,5%): 6 (60%) < 10 bubbles, 2 (20%) 10-20 bubbles and 2 (20%) had more than 20 bubbles (´curtain´). Only 3 patients of total had no MES in resting or VM. Conclusion: Our results showed a large percentage of patients with MES after the procedure. Despite the few numbers of patients this study alerts us about this important therapeutic decision. The risk of stroke recurrence should be avoided in all means but appropriate larger studies to better assessment of each treatment option must be done.
T3. 9:10h SHUNT DIREITA ESQUERDA É FATOR DE RISCO PARA DOENÇA CEREBROVASCULAR EM PACIENTES COM TROMBOFILIA? Análise preliminar de 27 pacientes com SAAF. Laura Nicoleti Zamproni, Viviane Flumignan Zétola, Marcos Christiano Lange, Cássia de Fátima Monteiro Franchini , Edison Matos Novak , Lineu Cesar Werneck. Curitiba PR. Fundamentos: O forame oval patente (FOP) tem sido associado com maior frequência nos pacientes jovens com acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi ) criptogênico. A associação concomitante com trombofilia pode corroborar no aumento desse risco. Objetivo: avaliar a presença de SDE em pacientes com trombofilia previamente diagnosticada e caracterizada por Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAAF). Métodos: Foram avaliados 27 pacientes com SAAF baseado nos critérios de Sapporo. Os pacientes foram separados em dois grupos, 19 portadores de SAAF e história de AVCi (grupo 1) e oito pacientes com SAAF e sem AVCi (grupo 2). Todos os pacientes foram submetidos à avaliação neurológica, triagem cognitiva (MEEM e MOCA) e investigação de SDE por Doppler transcraniano contrastado (DTCc) conforme normatização do serviço. Considerou-se exame positivo a presença de pelo menos um HITS em uma das artérias cerebrais médias (ACM). Resultados: Nos pacientes do grupo 1, 36% apresentaram a presença de SDE em repouso comparado a 50% no grupo 2. No teste sensibilizado 69% dos pacientes do grupo 1 apresentaram SDE contra 75% do grupo 2. Não houve diferença entre os grupos quanto a quantificação do SDE. Conclusões: Não houve correlação entre a quantificação do SDE e a triagem cognitiva dos pacientes em ambos os grupos, porém quando analisado apenas o grupo 2, houve tendência de pior escore no testes cognitivos relacionado ao maior tamanho do shunt. No grupo 2, a média dos escores foi menor nos pacientes sem uso de anticoagulação.
T4. 9:30h UTILIZAÇÃO DE MICRODOPPLER ASSOCIADO À NEURONAVEGAÇÃO PARA LOCALIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA DA ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA DURANTE CIRURGIA TRANSESFENOIDAL ENDONASAL Carlos Alberto Mattozo, Milton Rastelli Júnior, Heraldo de Oliveira Mello Neto, Luiz Roberto Aguiar. Curitiba PR. Fundamentos: A lesão de artéria carótida interna (ACI) durante a abertura selar é uma complicação potencialmente catastrófica em cirurgia transesfenoidal. Descrevemos a aplicação do microdoppler associado à neuronavegação para prevenir este tipo de complicação durante a realização de acesso endonasal para a ressecção de adenomas hipofisários. Métodos: Todos os pacientes submetidos à ressecção cirúrgica utilizando neuronavegação foram analizados. Resultados: Durante o período de janeiro/2007 à junho/2009, 23 pacientes portadores de adenomas hipofisários foram operados consecutivamente (idades variando entre 18 a 76 anos, 14 mulheres, 9 homens). Todos os pacientes possuiam macroadenomas incluindo 9 casos com tumores maiores que 3 cm de diâmetro. Adenomas de hipófise do tipo não-secretor foram encontrados na maioria dos pacientes (18) seguindo-se adenomas secretores de GH (2), prolactina (1), prolactina + GH (1) e ACTH. Não houve evidência de lesão de ACI. A localização dos seios cavernosos e ACI localizados pela neuronavegação foi confirmada pelo Doppler em todos os casos. Apenas um paciente desenvolveu diabetes insipidus transitório. Não ocorreu fístula liquórica pós-operatória. Conclusões: A localização da ACI cavernosa com microdoppler e neuronavegação antes da abertura dural pode auxiliar na redução do risco de lesão deste vaso sendo recomendado para todas as cirurgias transesfenoidais. Devido à maior exposição do lado contra-lateral ocasionado pelo acesso endonasal, a ACI contra-lateral ao acesso fica sob maior risco de lesão durante a abertura dural.
9:50h EPILEPSIA e BIOLOGIA MOLECULAR T5. 9:50h MERRF: clinical features, muscle biopsy and molecular geneticsPaulo José Lorenzoni, Rosana Herminia Scola, Cláudia S. Kamoi Kay, Raquel C. Arndt, Carlos E. Silvado, Lineu Cesar Werneck Curitiba PR. Objectives: The aim of the study was to analyze a series of Brazilian patients suffering from myoclonic epilepsy with ragged red fibers (MERRF). Methods: Six patients with MERRF were studied with correlation between clinical findings, laboratorial data, electrophysiology, muscle biopsy and molecular features. Results: The onset was before age 15 only in one patient. Blood lactate was increased in four patients. Electroencephalography revealed epileptic activity in five patients with photomyoclonic response in two patients. Muscle biopsy showed RRF in all patients on modified Gomori-trichrome and succinate dehydrogenase stains. Cytochrome c oxidase (COX) stain analysis indicated deficient activity in five patients. Strongly succinate dehydrogenase-reactive blood vessels did not occur. The molecular analysis of tRNALys gene by PCR/RLFP showed the A8344G point mutation on mtDNA in five patients. Conclusions: The muscle biopsy often confirmed the MERRF diagnosis by presence of RRF and COX deficiency. Molecular analysis of A8344G point mutation is a strong diagnostic criteria. Supported by Fundação Araucária, CAPES and CNPq.
T6. 10:10h ESTUDO DA PREVALÊNCIA DO POLIMORFISMO DO CYP2C9 EM EPILÉPTICOS USUÁRIOS DE FENITOÍNA. Carlos Alexandre Twardowschy, Lineu Cesar Werneck, Rosana Herminia Scola, Carlos Eduardo Silvado. Curitiba PR. Fundamentos: Vários fatores podem contribuir para uma resposta variável as drogas incluindo idade, raça, sexo, interações com outras drogas, doenças concomitantes , função renal , hepática e diferenças genéticas. A eliminação da fenitoína é realizada por oxidação hepática sob ação do CYP2C9 (90%). Três alelos, nomeados de CYP2C9*1, CYP2C9*2 e CYP2C9*3 são identificados freqüentemente nas populações étnicas estudadas. A análise da influência do CYP2C9 na metabolização da fenitoína mostra que indivíduos *2 e *3 têm a eliminação da fenitoína retardada quando comparadas a indivíduos *1. Objetivos: determinar a freqüência genotípica dos alelos *1,*2 e *3 em uma população de epilépticos usuários de fenitoína e algumas características clínicas deste grupo de pacientes. Métodos: Avaliamos 90 indivíduos epilépticos usuários de fenitoína. Primeiramente o DNA foi extraído dos leucócitos pela técnica de fenol-clorofórmio. Para amplificação dos genes de interesse foi utilizado a técnica de reação em cadeia da polimerase com revelação da amplificação pela eletroforese em gel de agarose. Os produtos da amplificação foram tratados com as enzimas de restrição AVA2, NSil e KPn, assim conforme o padrão da restrição podemos determinar o genótipo do paciente. Resultados: A freqüência alélica neste grupo de pacientes foi de 10% do alelo *2, 7,7% dos alelos *3 e 82,3 % do alelo *1. 70 % dos pacientes apresentam genótipo do tipo 1/1; 12 % genótipo 1/3; 10 % genótipo 1/2; 4% genótipo 2/2 e 3% genótipo 2/3. Não foi encontrado nenhum caso de homozigoze 3/3. Nesta amostra de epilépticos identificamos um predomínio de brancos 50 % (n=45) e mestiços 43,3 % (n=39). Negros e índios ocorreram apresentando taxas de 5,5 % e 1,2 %. Conclusões: Houve diferença significativa em relação à freqüência genotípica observada entre as diferentes raças. Os dados estão em equilíbrio com o principio de Hardy-Weimberg. Os resultados encontrados são semelhantes a outros estudos de freqüência genotípica dos alelos *2 e *3 em pacientes não epilépticos. Não houve diferença significativa na dose máxima de fenitoína e na presença de efeitos colaterais ou alterações ao exame neurológico entre os grupos. Observamos que a freqüência dos alelos mutantes, apesar do numero de pacientes ser reduzido, é menor em pacientes negros e índios, em acordo com a literatura mundial. Estudo financiado pelo CNPq.
10:30h Intervalo – Coffee Break
10:50h – DOR e CEFALÉIA T7. 10:50h EFEITO DA TOXINA BOTULÍNICA SOBRE A NOCICEPÇÃO TRIGEMINAL. Elcio Juliato Piovesan, Rosana Herminia Scola, Lucas Leite da Silva, Lineu Cesar Werneck. Curitiba PR. Fundamentos: A neurotoxina botulínica do tipo A (NTBo-A) possui efeito sobre o sistema colinérgico, autonômico e neurotransmissores nociceptivos. O uso em síndromes álgicas tem sido indicado com resultados conflitantes. Objetivo: O objetivo é avaliar o efeito antinociceptivo da NTBo-A em um modelo de dor orofacial agudo (teste da formalina) e crônico [constrição do nervo infra-orbital (NIO)]. Métodos: Na fase aguda estudamos 96 animais divididos em dois grupos: controle, submetido a aplicação com solução salina isotônica 0,9% (n=48) e submetidos a NTBo-A (n=48). Os animais foram expostos a dois bloqueios. Os grupos foram subdivididos em seis subgrupos: grupo 24 horas (n=8); 8 dias (n=8); 15 dias (n=8); 22 dias (n=8); 29 dias (n=8) e 36 dias (n=8). Antes dos testes de formalina realizou-se o teste do campo aberto. Ao final do estudo todos os animais realizaram o teste da cruz elevada e do campo claro versus escuro. Para a fase crônica estudamos 85 animais que foram subdivididos dois grupos: grupo submetido à amarra do NIO; grupo submetido à exposição do NIO. Os animais foram avaliados com o teste do -200C para avaliar a hipersensibilização secundária ao procedimento cirúrgico. Após a hipersensibilização os animais foram submetidos em ambos os grupos a tratamento com NTBo-A e SSI. Avaliações utilizando o teste do -200C foram realizadas 6 horas, 24horas, 48 horas, 72 horas e 96 horas após. Resultados e conclusões: Os resultados mostrara que a NTBo-A inibiu a fase inflamatória no grupo 8 dias após o primeiro bloqueio, sem nenhum outro resultado significativo. Os animais apresentaram maior grau de ansiedade 24 horas após o tratamento e menor grau 36 horas após. Na fase crônica a NTBo-A reverteu completamente a hipersensibilização induzida pela constrição do NIO 6 horas após a seu efeito manteve-a por até 72 horas.
T8. 11:10h HIPERSENSIBILIZAÇÃO CENTRAL EM PACIENTES PORTADORES DE FIBROMIALGIA. Analise prospectiva em 210 pacientes. Elcio Juliato Piovesan, Guido Assis Cachuba de Sá Ribeira, Rosana Herminia Scola, Eduardo dos Santos Paiva, Lucas Leita da Silva, Mario Luis Giublin, Lineu Cesar Werneck. Curitiba PR. Fundamentos: Fibromialgia é uma síndrome dolorosa de alta prevalência, etiologia desconhecida e associada a comorbidades sensórias como síndrome do colon irritável, cistites intersticiais e cefaléias. Este fenótipo sugere um estado de hipersensibilização nociceptiva. Objetivo: O objetivo do estudo é determinar qual a prevalência de cefaléia e a presença de alodinia nestes pacientes. Método: Duzentos e dez pacientes portadores de fibromialgia foram entrevistados quanto à presença e características das cefaléias e alodinia. Cento e noventa e três pacientes foram incluídos no estudo, dos quais 173 apresentavam cefaléia (90,15%), migrânea (episódica e crônica) foram as formas mais prevalentes (125 pacientes – 70%). Resultados: Alodinia foi observado em 103 pacientes (59,2%). A presença de alodinia não esteve relacionada com a intensidade das crises de cefaléia, entretanto esteve relacionada com o tipo de cefaléia, sendo mais freqüente na migrânea. Conclusões: Os pacientes com fibromialgia apresentam uma prevalência de cefaléia muito superior a população geral sugerindo um estado disfuncional do sistema nociceptivo. Estudo financiado pela Fundação Araucária.
T9. 11:30h A FORÇA-TAREFA PÚBLICA EM CEFALÉIA DE 2007. Os resultados de um seminário para médicos generalistas e de 3 dias de atendimento supervisionado de 1358 pacientes. Pedro André Kowacs, Élcio Juliato Piovesan, Renata Dal-Prá Ducci, Raphael Henrique Déa Cirino, Fátima Hamdar, Carlos Alexandre Twardowschy, Eliane Regina da Veiga Chomatas, Inês Kultchek Marty. Curitiba PR. Fundamentos: Cefaléias tem alta prevalência e são uma causa importante de incapacidade e/ou limitações laborativas e sociais, configurando assim um problema de saúde pública. Por conseguinte, conhecer o seu diagnóstico e o seu manejo são fundamentais. Havia uma forte evidência de que os médicos generalistas dos serviços públicos de Curitiba falhavam no manejo de pacientes com dor de cabeça, não por somente não resolverem as suas dores como também pela extensa fila de espera por neurologistas ou por cefaliatras. A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba necessitava de uma solução para este problema. Objetivos: Dar bases teóricas e práticas aos médicos generalistas do serviço público de Curitiba para o manejo de pacientes com cefaléia em um ambiente de atendimento público e trazer alívio a uma lista de espera de aproximadamente 3000 pessoas com cefaléia, que aguardavam consulta com o especialista. Métodos: O programa foi dividido em duas fases: a) um curso de imersão com duração de 6 horas e distribuição de material didático; b) consultas agendadas em seis grandes unidades de saúde pública na cidade de Curitiba. O conhecimento dos médicos participantes acerca de cefaléia foi avaliado antes e após as aulas e a melhora no conhecimento das cefaléias foi mensurada. Durante as consultas, todos os casos deviam ser discutidos com um dos onze neurologistas supervisores antes de a conduta ser tomada. Resultados: Cinqüenta e dois dos 74 médicos generalistas envolvidos no projeto compareceram ao curso de imersão e completaram as avaliações. Comparações das avaliações pré e pós-curso demonstraram um ganho significante no conhecimento em cefaléias relacionado à prevalência das cefaléias (p<0,001), diagnóstico de enxaqueca (p<0,001), manejo da enxaqueca (p=0,01), diagnóstico das cefaléias secundárias (p=0,006) e manejo das cefaléias secundárias (p-0,005). Durante os atendimentos supervisionados, 74 médicos generalistas atenderam 1358 pacientes em três dias. As características demográficas, o perfil clínico, a gravidade e o impacto das cefaléias e de seus tratamentos antes e após o atendimento foram registrados para o desenvolvimento de futuras estratégias. Apenas 5% dos pacientes precisaram ser referenciados para um centro especializado. Conclusões: a) o modelo proposto foi efetivo; b) os médicos generalistas ganharam conhecimento e ficaram familiarizados com o diagnóstico e com o manejo das cefaléias; c) o problema de uma grande fila de espera de consultas por cefaléias foi resolvido; d) foi definido o perfil dos pacientes com cefaléias no sistema público; e) a maior parte dos portadores de cefaléia atendidos não necessitava de um atendimento especializado com um neurologista ou com um cefaliatra. Estudo financiado pelo Fundo Municipal de Saúde de Curitiba/Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.
11:50h DOENÇAS NEUROMUSCULARES T10. 11:50h LONG-TERM FOLLOW-UP IN NON-PARANEOPLASTIC LAMBERT-EATON MYASTHENIC SYNDROME Paulo José Lorenzoni, Rosana Herminia Scola, Cláudia Suemi Kamoi Kay, Sérgio Francisco Parolin, Lineu Cesar Werneck. Curitiba PR. Background: Lambert-Eaton myasthenic syndrome (LEMS) is an immune-mediated disorder of the presynaptic neuromuscular transmission, which more frequently occurs as the remote effect of a neoplasm, in the paraneoplastic form (P-LEMS), or in a non-paraneoplastic form (NP-LEMS); but few studies describe the clinical features of NP-LEMS. Objective: The objective of this study was to analyze the Brazilian patients suffering from NP-LEMS. Methods: We analyzed the clinical manifestations, laboratory findings, electrophysiological studies, and treatment responses in 10 Brazilian patients suffering from NP-LEMS. Results: The median age was 41.5 years. More often neurological findings were hyporeflexia or areflexia with a post-exercise improvement. The most common abnormalities found in the electrophysiological studies were low CMAP amplitude, incremental CMAP amplitude post-exercise, and CMAP amplitude increase with a high-rate RNS, which occurred in all cases. Serological analysis of the anti-P/Q-type VGCC antibody was performed in six patients and demonstrated the antibody presence in three patients. Treatment response occurred with pyridostigmine, guanidine, prednisone, azathioprine, and cyclosporine; but no after intravenous immunoglobulin and plasma exchange. Conclusions: Age at onset, clinical manifestations, and electrophysiological abnormalities can help more in the diagnosis than serum antibodies can; the symptomatic treatment with pyridostigmine was effective; and the immunosuppressive treatment with prednisone, azathioprine, or cyclosporine was more beneficial than a plasma exchange or an intravenous immunoglobulin treatment.
T11. 12:10h ANALYSIS OF FATIGUE AND CADENCE IN HEALTHY YOUNG AND OLDER INDIVIDUALS WITH BODY WEIGHT SUPPORT ASSOCIATED TO TREADMILL. Clynton Lourenço Correa; Lissa Lumi Takano; Ana Lucia Rosso. Matinhos PR, Rio de Janeiro RJ. Background: Aging leads to increases in gait variability which may explain the large incidence of falls in the elderly. To increase walking performance of older people, it may be necessary to adopt specific training programs with special attention to the improvement of gait. Treadmill training associated to apparatus for partial body weight support (BWS) could be used for healthy individuals to carry out specific training to increase performance of gait. Objective: The purpose of this study was to compare gait of healthy young and older subjects using BWS associated to treadmill. Methods: The study protocol was done in Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brazil and all subjects completed a health history questionnaire before testing. Eighty four healthy participants were recruited from community of Rio de Janeiro city. Participants were divided into three groups according to age (group 1: <40 years; group 2: 40-60 years; group 3: >60 years). All subjects performed walking training on the treadmill with 20% BWS and 10% BWS starting at 1.0 km/h with 5 min of interval between each set. Speed was increased each 2 min and Borg Modified Scale applied to determine fatigue perceived from subjects until 10 minutes reaching maximal speed at 3.0 km/h. Besides that, the cadence was measured each 2 min using a video camera. Results: Statistical analysis showed that there were significant differences between older and young subjects when compared cadence or fatigue with 20% and 10% BWS at 1.0 and 3.0 km/h. Conclusions: This study suggest that gait variability due to aging can be observed using treadmill associated to BWS. Besides that, scores of Borg scale increase according to age and time in treadmill and BWS. Thus, this procedure could be used to promote gait training in healthy older individuals to prevent falls and impairments from aging process.
12:30h Intervalo – Lunch Box
SALA 2 12:45h DISCUSSÃO DE PAINÉIS (POSTERS) DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO P1. 12:45h SÍNDROME DE ANTICORPOS ANTI-GAD. UMA SÉRIE NEUROLÓGICA BRASILEIRA. Helio A. G. Teive, Renato P. Munhoz, Walter O. Arruda, Lineu Cesar Werneck. Curitiba Pr. Fundamento: A síndrome anti-GAD tem sido descrita em pacientes com diabetes melitus tipo 1, em pacientes com a síndrome da pessoa rígida, e raramente em pacientes com ataxia cerebelar, epilepsia e encefalomielite progressiva com rigidez. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é de apresentar os dados clínicos e laboratoriais de nove pacientes neurológicos com a síndrome de anticorpos anti-descarboxilase do ácido glutâmico (Anti-GAD). Metódos: Num período de três anos, foram avaliados 9 pacientes com diferentes doenças neurológicas, atendidos no serviço de neurologia do Hospital de Clínicas da UFPR, que apresentavam anticorpos anti-GAD (+). Todos os pacientes foram submetidos a extensa investigação clínica-laboratorial, incluindo estudos de neuro-imagem, ENMG e imunológicos. Resultados: Do total de nove pacientes, 6 são do sexo masculino e 3 femininos, com média de idade de 45 anos. A síndrome da pessoa rígida foi diagnosticada em 6 pacientes (1 com a forma clássica, 2 com a forma stiff-lower-limbs, 1 com stiff-three limbs e 2 com stiff-one limb), e 3 pacientes tinham ataxia cerebelar. Os títulos de anticorpos anti-GAD estavam elevados, em níveis entre 1.4 U/ml até 85.8 U/ml. O exame de ENMG foi sugestivo da síndrome da pessoa rígida em apenas 1 caso. Foram encontrados 4 casos de hipotireoidismo, com tireoidite de Hashimoto, 3 pacientes tinham crises epilépticas e 1 caso de DM. Os exames de neuroimagem (RM crânio e de coluna cervico-torácica) foram normais e o estudo do LCR, demonstrou anormalidades em apenas 2 casos (leve pleocitose linfocitária). Conclusões: Nesta série de 9 pacientes brasileiros com síndrome de anticorpos anti-GAD foram encontrados 6 casos da síndrome da pessoa rígida, com diferentes apresentações clínicas e 3 casos de ataxia cerebelar. Estavam presentes de forma associada, hipotireoidismo (4 casos),epilepsia (3 casos) e DM (1 caso).
P2. 12:50h REM SLEEP BEHAVIOR DISORDER IN ATYPICAL PARKINSONISM Renato P. Munhoz, Mariana M. Moscovich, Helio A Teive, Lineu Cesar Werneck. Curitiba PR. Background: RBD is a parassonia that may be primary of occur as part of the phenotype of neurological disorders, typically neurodegenerative SyP. The frequency of RBD among other forms of parkinsonian syndromes, namely the taupathies progressive supranuclear palsy (PSP) and cortico-basal degeneration (CBD) is not well established. Objective: To assess the frequency of REM sleep behavior disorder (RBD) in patients with different parkinsonian syndrome, divided in taupathies (TaP) and synucleinopathies (SyP). Methods: A total of 1301 patients with parkinsonism were assessed for the presence of RSB using a standardized protocol with demographic and clinical data, including the clinical criteria for RSB. Patients were classified according to final diagnosis using established criteria for parkinsonian syndromes. Patients with secondary forms of parkinsonism were excluded. Results: The most common final diagnosis was Parkinson's disease (PD) in 1142 (87.8 %) patients, followed by PSP in 59 (4.6 %), multiple system atrophy in 52 (4 %), Lewy body dementia (LBD) in 42 (3.3 %) and CBD in 6 (0.5%). RBD was found in 49.9% of the PD patients, 35.6% in PSP, 75% in MSA, 69.1% in LBD and 33% in CBD. Differences were statistically significant for most comparisons, except for MSA versus LBD, confirming that synucleinopathies are more commonly affected by RBD. Among the SyP, PD showed this complication was less frequently. The comparison of the frequency of RBD in PD with PSP and CBD also showed statistically significant differences. Conclusions: RBD is more common among all SyP studied in comparison with TaP. PD is the SyP with the lowest frequency of RBD. Although the occurrence of RBD is lower in PSP, its frequency is significant.
P3. 12:55h SPINOCEREBELLAR ATAXIA TYPES 3 AND 10: PROGRESSION RATE OF GAIT ATAXIA IN A GROUP OF 40 PATIENTS. Hélio A. G. Teive, Renato P.Munhoz, Lineu Cesar. Werneck, Tetsuo Ashizawa. Curitiba PR, Galveston TX USA. Background: SCAs comprehends an extensive group of neurodegenerative disorders affecting the cerebellum and its afferents and efferents conexions. To date there are 30 types of SCAs. In a Brazilian series of 180 families with SCA we found that SCA type 3 is the most frequent, followed by SCA. Both differ in several aspects, our own clinical experience suggests that SCA 10 may have a much more benign course while SCA 3 has a more disabling phenotype. Objective: To evaluate the comparative progression rate of gait ataxia in 40 patients with genetically proven spinocerebellar ataxia (SCA) types 3 and 10. Methods: We selected 40 patients with genetically proven SCA type 3 (20 patients) and SCA type 10 (20 patients). These patients were followed at our service´s outpatient clinic since 1989. To evaluate the progression rate of gait ataxia we used the item that assesses this feature in the SARA scale, recently designed for the study of various forms of ataxia. This item has scores that range from 0 (normal, no difficulties in walking, turning and walking tandem) to 8 (unable to walk, even supported). Additionally, demographic and clinical data were analyzed. Results: In the group of SCA 3 patients, mean age of onset was 38.55 years and disease duration was 12.66 years. The SARA scale item 1 (Gait) scores ranged from 3.95 to 6.45. In the group with SCA 10 patients, mean age of onset was 35.55 years and mean disease duration was 14.1 years. The SARA scale item 1 score ranged from 2.2 to 4.3 (P< 0,001). There was no correlation between the progression rate of gait ataxia and the expansion repeats length of CAG (for SCA 3) and of ATTCT pentanucleotide (for SCA 10). Conclusion: These data confirmed our clinical impression that patients with SCA type 3 present a more severe and rapid progression rate of gait ataxia than patients with SCA 10.
NEUROINFECÇÃO P4. 01:00h INFECTIOUS CAUSES OF PARKINSONISM Renato P. Munhoz, Hudson Fameli, Mariana M Moscovich, Helio A. Teive, Lineu Cesar Werneck. Curitiba, PR Background: Nowadays, infectious agents are regarded as rare causes of parkinsonism. PI most commonly occur as infectious or post-infectious parkinsonism. Seven categories of PI are accepted: (i) Von Economo's disease/encephalitis lethargica; (ii) Post-encephalitic parkinsonism of von Economo; (iii) Sporadic, postpandemic cases similar to (ii) and (iii); (iv) Parkinsonism associated with known viral encephalitis; (v) Parkinsonism associated with nonviral encephalitis; (vi) Parkinsonism associated with non encephalitic infections; (vii) Post vaccinal parkinsonism. Objective: To report cases of parkinsonism caused by infectious agents (PI) in a large series of patients with a syndromic diagnosis of parkinsonism. Methods: We collected data from a total of 1529 patients with a syndromic diagnosis of parkinsonism systematically evaluated at the movement disorders outpatient clinic of the Federal University of Parana. Criteria for the diagnosis of PI included the presence of parkinsonism emerging during the acute or convalescent phase of an infectious process know to be a cause of PI. In all cases with a diagnosis of PI, serologic and neuroimaging studies were used to confirm the diagnosis. Results: We found 8 (0.5%) cases with a final diagnosis of PI, including: 2 cases secondary to neurocysticercosis, 2 cases of following viral encephalitis, 2 cases related to HIV encephalopathy, 1 case secondary to neurosyphilis and 1 case related to toxoplasmosis. Six (75%) patients were male, mean age was 43.1 years, mean age of onset was 34,4 years. The only cases with a duration longer than 2 years were the two cases with post-encephalitic parkinsonism, which were follow for 23 and 42 years, with a relatively benign course. Most, (6, 75%) had a rigid akinetic presentation. Cognitive/behavioral symptoms were found in the cases of HIV encephalopathy, neurosyphilis and, one of the cases of post-encephalitis parkinsonism. Conclusions: PI are rare causes of parkinsonism, corresponding to 0.5% of the cases followed at a tertiary hospital during a three years period.
P5. 01:05h AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA E ELETRENCEFALOGRÁFICA DE CRIANÇAS EXPOSTAS AO HIV E ANTI RETROVIRAIS DURANTE A GESTAÇÃO E PERÍODO NEONATAL. Juliane Wanderley, Ana Crippa, Luciano De Paola, Francisco Germiniani, T. Tahan, Lineu Cesar Werneck, Carlos Eduardo Silvado, C. Cruz, Isac Bruck. Curitiba PR.
Objetivo: Avaliar o impacto da viremia e dos antiretrovirais durante a gestação e período neonatal de crianças HIV- filhas de mães HIV+. Métodos: 48 crianças com idade ≤24 meses, atendidas no HC-UFPR, realizaram exame neurológico, Denver II, CAT-CLAMS e EEG (padrão de sono, atividade de fundo e anormalidades epileptiformes), foram incluidas em dois grupos: Grupo HIV-, com filhos de mães HIV+ que receberam antiretroviral durante a gestação e parto, e zidovudina após o nascimento que sororeverteram; Grupo Controle, com crianças saudáveis, sem intercorrências perinatais e obstétricas, mães HIV- durante a gestação, sem história de epilepsia ou uso de depressores do Sistema Nervoso Central. Resultados: O grupo HIV- tem 25 crianças (16 meninas), idade de 7,9 ± 0,3 m. O CAT-CLAMS médio foi 90,4 ± 2,1. No Denver II, 6 crianças reprovaram na avaliação motora e 4 na linguagem. O EEG era lento em 1, com padrão de sono inadequado para idade em 4, e nenhum delas tinha atividade epileptiforme. O grupo Controle tem 22 crianças (9 meninas), idade de 13,6 ± 1,2 m. O CAT-CLAMS médio foi 96,1 ± 1,4. No Denver II ocorreu reprovação em linguagem em 1 criança, com todos EEGs normais. Houve diferenças significativas entre os grupos no CAT-CLAMS médio (p=0,0260) e no Denver II motor (p=0,0234). Conclusão: Crianças expostas ao vírus HIV e antiretrovirais durante a gestação e período neonatal apresentam atraso no desenvolvimento psicomotor.
NEUROFISIOLOGIA P6. 01:10h COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES EQUIPAMENTOS PARA O DIAGNÓSTICO DE SÍNDROME DE TÚNEL DO CARPO. Alessandro Júlio de Jesus Viterbo de Oliveira, Luiz Antonio de Lima Resende, A. S. V. Adamo, Marcelo Fernando Zeugner Bertotti. Boutucatu SP. Fundamentos: Ocasionalmente existe uma variabilidade nos resultados dos exames neurofisiológicos de um mesmo paciente, que independem das variações fisiológicas. Entre estes está o tipo de equipamento e o local de exame. Objetivo: Comparar diferentes equipamentos para o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo (STC). Métodos: Dois grupos de equipamentos: GrupoI: Instrumentos da Nicolet Viking Select e Nihon-Kohden Neuropack 2; Grupo II: Instrumentos da Nicolet Compass Meridien e Neuromax 1000 (Grupo II). Todos os exames foram feitos pelo mesmo examinador, com distâncias fixas, para cada mão, entre o catodo do estimulador e G1. Tentou-se controlar todas as outras variáveis que podem influenciar nos estudos de condução (exceto as marcas dos aparelhos). Os dados foram analisados pelo teste “t” de Student (amostras correlatas). Resultados: Para os estudos de condução sensitiva não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos; para os estudos de condução nervosa motora foram observadas latências motoras distais mais prolongadas nos equipamentos Nicolet em relação aos aparelhos Nihon-Kohden e Neuromax. Conclusões: Este trabalho mostra que são necessários estudos normativos, com média e desvio padrão, para definições de limites superiores normais de latências, para cada marca de equipamento.
DOENÇAS VASCULARES CEREBRAIS P7. 01.15h INTRACRANIAL EMBOLI CHARACTERISTICS IN PFO PATIENTS. A COMPARISON BETWEEN POSITIVE AND NEGATIVE PFO BY TRANSESOPHAGEAL ECHOCARDIOGRAPHY. THE RULE OF NINE. Marcos Christiano Lange, Viviane Flumignan Zétola, Admar Moraes de Souza, Felipe Matos Novak, Elcio Juliato Piovesan, Lineu César Werneck. Curitiba PR. Background: Patent foramen ovale (PFO) can be diagnosed by contrast-enhanced transcranial Doppler (cTCD), but no definitive criteria to differentiate between cardiac (PFO) and extracardiac right-to-left shunts (ECRLS) based on cTCD exists. Objective: Analyze markers in the positive RLS by cTCD to differentiate PFO from ECRLS. Methods: Twenty-six stroke patients previously submitted to cTEE, 16 with PFO (PFO group) and 10 without PFO (no-PFO group) were evaluated for three markers based on a positive cTCD test: the number of microembolic signs (MES), the latency time (LT) to the first MES and the duration time (DT) of MES looking for a difference between PFO and no-PFO group. Results: PFO group showed higher MES (80.96±124.53 vs. 10.24±25.61, p<0.05), shorter LT (12.55±6.63 vs. 16.28±5.16, p<0.05) and longer DT (21.49±17.40 vs. 11.72±12.56, p<0.05) compared to no-PFO group. Considering only tests with higher than 9 MES and LT shorter than 9 seconds, 30% of patients from PFO group had positive tests compared to non patient from no-PFO group. Conclusions: The rule of nine to MES counts (>9 MES and LT <9 seconds) by cTCD can be considered as a marker to PFO diagnosis by cTEE.
CASOS CLÍNICOS P8. 1:15h DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO DA SÍNDROME DE CLAUDE-BERNARD HORNER (SCBH). Descrição de linfoma não Hodgkin cervical causando SCBH por lesão pós-ganglionar. Luiz Antonio de Lima Resende, Andréa Oliveira Pecly, Lígia Niéro Melo, T. C. Pereira, Lucilene Silva Ruiz e Resende. Botucatu SP. Este trabalho apresenta as 3 possibilidades topográficas para um paciente desenvolver Síndrome de Claude Bernard-Horner (SCBH): primeiro neurônio (hipotálamo, tronco e medula espinhal, até coluna intermédio-lateral de T1 e T2); segundo neurônio (até o gânglio simpático cervical superior) e terceiro neurônio (deste gânglio, até o olho). Descreve-se o caso raro de paciente do sexo feminino, 35 anos, com linfadenopatia cervical progressiva, à esquerda, há 3 meses. Ao exame neurológico, semi-ptose, miose e enoftalmia esquerdas, sem rubor e anidrose. Sem outras alterações neurológicas. CT scan de pescoço mostrou linfadenopatias ocupando o espaço carotídeo e para-vertebral. O teste dos colírios mostrou tratar-se de SCBH por lesão pós-ganglionar (terceiro neurônio). A biópsia do tumor cervical revelou linfoma não Hodgkin (imunofenotipagem com 100% de linfócitos CD20; 45 % de linfócitos CD45; CD15 e CD30 negativos). Que seja de nosso conhecimento, este é o primeiro caso da literatura de linfoma não Hodgkin causando SCBH por lesão pós-ganglionar
P9. 1:20h NEUROMIOTONIA (SÍNDROME DE ISAACS). Registro de um caso Andréa Oliveira Pecly, Aline Souza Marquez da Silva, Leonardo Valente de Camargo, Samuel Salomão Prado, Mariane Toyoshima, Luiz Antonio de Lima Resende. Botucatu SP. Descreve-se paciente do sexo masculino, 25 anos, com história de câimbras, rigidez nos membros inferiores e sudorese profusa, de evolução progressiva ao longo dos últimos 4 meses. Foi examinado em diferentes Serviços de Neurologia do interior de São Paulo sem diagnóstico. Ao exame neurológico, consciente, lúcido, apresentando abasia, rigidez de membros inferiores, fasciculações difusas, nos 4 membros, e na língua, de grande amplitude. Provável hipertrofia de panturrilhas. Sensibilidade normal. Presença de sudorese profusa. O quadro clínico e eletromiográfico das miocimias do paciente será apresentado em filmes (antes e após tratamento). Com diagnóstico de neuromiotonia, foi instituído tratamento com difenilhidantoína, 1000 mg E.V. no primeiro dia, seguidos por 300 mg via oral a partir de então. Ocorreu rápida melhora clínica, e já conseguia deambular após 3 dias de evolução. Voltou a trabalhar, e vem apresentando vida quase normal nos últimos 4 meses. Esta descrição clínica é confrontada com outros 3 pacientes brasileiros (Scola et al, 1999).
P10. 1:25h PARALISIA FACIAL CENTRAL E ATETOSE CONTRA-LATERAL NA INFÂNCIA. Relato de caso. Gabriel Pereira Braga, Mariane Toyoshima, Niura Aparecida de Moura Ribeiro Padula, Márcia Maria Ferreira Lima, Luiz Antonio de Lima Resende Resende. Botucatu SP. Descreve-se paciente branca, sexo feminino, 3 anos, que foi trazida pela família com história de assimetria na movimentação de membros superiores, com hipomotilidade a esquerda, desde o nascimento, associada a rigidez. Aos 8 meses de idade apresentou 2 episódios de alteracão da consciência acompanhados de flacidez generalizada e cianose central, diagnosticados como crise epiléptica. Filha de pais não consangüíneos, nascida de parto normal sem intercorrências, de gestação a termo, com 3775g, apgar 10 em primeiro minuto, sem intercorrências, apresentou desenvolvimento neuropsíquico normal até o momento. Ao exame foi constatada provável atetose em MSE e paralisia facial central à direita. Exames complementares evidenciaram traço falciforme. CT scan = imagem subcortical direita, anelar, em tálamo anterior, próximo ao joelho da cápsula interna, de limites bem delimitados, hiperdensa e sem realçe ao contraste endovenoso. O quadro clínico mantém-se estável. A raridade dos achados clínicos motivou esta apresentação clinica, trazida para discussão na SBIN, e hipóteses diagnósticas são bem-vindas.
P11. 1:30h DESCRIÇÃO CLÍNICA DE 3 PACIENTES COM APRAXIA OCULAR (Degeneração Córtico-Basal?) Leonardo Valente de Camargo, Andréa Oliveira Pecly, Paula Zago Melo, Samuel Salomão Prado, Mariane Toyoshima, Luiz Antonio de Lima Resende Resende, Arthur Oscar Schelp. Botucatu SP.
Descrevem-se 3 pacientes com apraxia ocular : a) sexo masculino, 35 anos, alterações cognitivas, distúrbios de memória, com tremores e hiperreflexia à direita, e apraxia ocular; b) sexo feminino, 48 anos, atendida como interconsulta da ORL, com história de otite média à direita (recente), tremores, hipertonia e sinal de Babinski no hemicorpo esquerdo há 2 anos, e apraxia ocular; c) sexo masculino, 49 anos, alterações cognitivas, depressão, distúrbios de memória, tremores bilaterais, assimétricos, de predomínio à direita, e hiperreflexia no hemicorpo direito; Os 3 pacientes têm como principal hipótese diagnóstica Degeneração Córtico-Basal, e são apresentados para discussão.
P12. 13:35 DISTÚRBIO DO MOVIMENTO ASSOCIADO A HIGROMA SUB-DURAL Samuel Salomão Prado, Leonardo Valente de Camargo, Andréa Oliveira Pecly, Marco Antôno Zanini, Luiz Antonio de Lima Resende Resende, Arthur Oscar Schelp. Botucatu SP. Descreve-se caso de paciente do sexo masculino, 72 anos, com história clínica de movimentos anormais no hemicorpo direito há cerca de 2 anos. Ao exame neurológico apresentava-se consciente, lúcido, com Distúrbio do Movimento no hemicorpo direito que foi caracterizado clinicamente como hemi-balismo. CT scan, RNM e SPECT: presença de higroma sub-dural frontal bilateral e provável lesão envolvendo a região do núcleo sub-talâmico de Luys. O higroma foi drenado cirurgicamente, o que levou a melhora considerável do quadro clínico. Ocorreu reincidência do higroma (sem piora clínica concomitante). A raridade dos achados justificou esta apresentação.
SALA 1 14:00h DOENÇAS METABÓLICAS, NEUROLIPIDOSES, LEUCODISTROFIAS e DESMIELINIZANTES T12. 14:00h ERROS INATOS DO METABOLISMO EM ADULTOS: Investigando as doenças neurometabólicas hereditárias Charles Marques Lourenço, Claudia C. Mendes, Erica Horta, Rita C. Leal, Juliana Secchin, Abderval P. Bandeira-Neto, Gustavo Novelino Simão, Antonio Carlos Santos, Amilton Barreira, Claudia Sobreira, Wilson Marques Jr. Ribeirão Preto SP.
Fundamentos: Erros inatos do metabolismo (EIM) são pouco pesquisados como causa de doença neurológica em adultos. As apresentações na infância não só são mais comuns, mas também são mais graves e possuem um fenótipo mais facilmente identificável. Entre os 200 EIM, ao menos 65 podem cursar com sintomatologia na vida adulta. Objetivo: Descrever os principais EIM em adultos portadores de doenças neurológicas identificados em um serviço de neurogenética. Métodos: Foram avaliadas, clinicamente e com exames complementares de 123 pacientes do ambulatório de Neurogenética do HCFMRP-USP que possuíam síndromes neurológicas de causa desconhecida em que se suspeitou de uma doença neurometabólica. Resultados: Dos 123 pacientes, identificou-se o erro inato do metabolismo em 38. Os principais diagnósticos observados foram: adrenoleucodistrofia/adrenomieloneuropatia, lipofuscinose ceróide neuronal tipo Kufs, deficiência de vitamina E, abetalipoproteinemia, deficiência de OTC, deficiência de cobalamina C, NARP, MNGIE, doença de Refsum , deficiência de AMACR, porfiria aguda intermitente, xantomatose xerebrotendínea, doença de Pompe e deficiência de coenzima Q10. Em 45 pacientes, afastou-se um defeito metabólico hereditário, definindo-se outras causas de disfunção neurológica; 40 pacientes, com alto índice de suspeição para EIM, continuam em investigação para estabelecimento do diagnóstico. Conclusões: Os EIM de apresentação na vida adulta compreendem um grupo heterogêneo de doenças cuja herança é principalmente recessiva.A detecção desses EIM em pacientes adultos requer a aplicação de um protocolo sistemático que valorize dados da história familiar e clínica do paciente associando-os a uma gama variada de sinais neurológicos, muito dos quais sutis. As doenças hereditárias metabólicas podem ser uma causa importante de doença neurológica no adulto que, embora raras, possuem implicações no manejo clínico desses pacientes e no aconselhamento genético dessas famílias.
T13. 14:20h ASPECTOS NEUROLÓGICOS DAS PORFIRIAS AGUDAS: Apresentação clínica, diagnóstico e tratamento Charles Marques Lourenço, Marcus Vinicius Magno Gonçalves, Ricardo Miranda, Julia K.S. Hotta, Sandra A. Furlan, José Ernesto Santos, Wilson Marques Jr. Ribeirão Preto SP.
Fundamentos: As porfirias são um complexo grupo de doenças neurometabólicas do metabolismo caracterizado por alteração da rota biossintética do heme. As porfirias agudas podem levar a graves descompensações metabólicas, constituindo um verdadeiro desafio para o clínico, visto que o diagnóstico precoce é crucial para o correto manejo do paciente e que as manifestações neurológicas se associação a importante morbi-mortalidade dos pacientes. Objetivo: Descrever os principais achados clínicos e laboratoriais, o tratamento e evolução clínica em pacientes com porfirias agudas em um centro de referência. Métodos: Foram estudos retrospectivamente os prontuários de 22 pacientes com diagnóstico de porfiria aguda atendidos no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto nos últimos cinco anos. Resultados: A idade dos pacientes (15 mulheres e 5 homens) variou entre 15 e 48 anos. Em média, a primeira crise de porfiria aguda ocorreu na terceira década de vida. As manifestações clínicas iniciais mais freqüentes foram dor abdominal (95.4 % dos pacientes), alteração da cor da urina, déficit motor ou sensitivo-motor (“Guillain-Barré like”), vômitos, alteração do nível de consciência/confusão mental, crises convulsivas, quadros disautonômicos e distúrbios psiquiátricos. Todos os pacientes tiveram níveis elevados do ácido delta-aminolevulínico e do porfobilinogênio urinários. Os tratamentos mais utilizados nos surtos foram a administração de glicose, aumento da ingestão de carboidratos, uso de fenotiazínicos e , quando disponível, infusão com hematina. Conclusões: A demora para se chegar ao diagnóstico, associada a sintomatologia pouco específica da apresentação inicial da doença na maioria dos casos, é um fator preocupante, pois a crise porfírica geralmente se torna uma emergência médica confundida com outras doenças mais comuns, o que pode comprometer bastante o tratamento dos pacientes. As porfirias agudas devem entrar no diagnóstico diferencial de pacientes que apresentem quadros polimórficos com sintomas disautonômicos associados a dor abdominal com ou sem neuropatia motora.
T14. 14:40h UNRAVELLING THE LEUKODYSTROPHIES: Clinical, biochemical and molecular study of fifty patients with white matter abnormalities Charles Marques Lourenço, Gustavo Novelino Simão, Antonio Carlos Santos, Marlene Turcato, Carolina A R Funayama, Claudia Sobreira, João Monteiro de Pina-Neto, Roberto Giuglian, Wilson Marques Jr Ribeirão Preto SP, Porto Alégre RS Background: Leukodystrophies are a group of rare, genetic diseases, which affect myelin, the major constituent of brain and spinal cord white matter. Patients suffer from numerous, progressive neurologic symptoms, which frequently cause death.Objective: Describe the clinical findings of 50 patients diagnosed with a primary disorder of cerebral white matter and the approaches for the diagnosisMethods: All the patients were evaluated in the neurogenetics clinics by geneticists and neurologists. Clinical anamnesis, physical exam, neuroimaging studees (CT scan and brain MRI with spectroscopy), ophtalmological and auditory evaluations, neurophysiological studies (EEG, ERG, BAER and EMG/NCV), hormone and biochemical tests, muscle biopsy with respiratory chain mitochondrial analysis, screening for inborn errors of metabolism (enzyme studies, peroxisomal and sterol panels, cholestanol dosage, organic acids, sulfatides and aminoacids chromatography, GAGs analysis) and, when indicated, nerve/skin biopsy for EM studies, karyotype and molecular tests were performed in the course the of investigation.Results: In 30 patients was possible to stablish a diagnosis for the leukodystrophy/leukoencephalopatht. X-linked adrenoleukodystrophy, metachromatic leukodystrophy and Krabbe disease were the commonest inborn errors of metabolism (IEM) implicated in the pathophysiological of the “metabolic leukodystrophies”. Infantile Refsum disease, AMACR deficiency, Niemann-Pick type C, neuronal ceroid lipofuscinosis, Holocarboxylase deficiency, Cerebrotendineous Xantomatosis were other rare IEM diagnosed. It was worthy of note the fact that Vanishing White Matter disease was a leading cause of leukodystrophies in our patients, it was identified in six patients and confirmed by molecular studies. Other disorders diagnosed were mitochondrial disorders (MNGIE, Leigh syndrome, LBSL), Van der Knaap disease, Cockayne syndrome, 18q deletion syndrome and Troyer syndrome.Conclusions: The molecular and metabolic defects causing leukodystrophies are heterogeneous . According to literature, 50% of patients with white matter abnormalities remains without diagnosis. Therefore a specific protocol for studying and categorizing these patients is crucial.
T15. 15:00h SUBSTRATE REDUCTION THERAPY IN THE TREATMENT OF NEUROLIPIDOSES: NIEMANN-PICK TYPE C AS A PARADIGM Charles Marques Lourenço, Jose Simon Camelo Jr, Vanessa van der Linden, Mara L.S.F. Santos, Regina C.A.P. Albuquerque, Erlane Ribeiro, Marlene Turcato, Wilson Marques Jr. Ribeirão Preto SP, Curitiba PR, Recife PE, Fortaleza CE, São José Rio Preto SP. Background: Neurolipidoses are a complex group of lysosomal storage disorders of the brain. The course of such disorders is relentless leading to death in premature age after the onset of the neurological symptons. One of the best know neurolipidoses is Niemann-Pick type C disease (NPC), characterized by a defect in cholesterol esterification causing lipid storage. Substrate reduction therapy has been proposed as a treatment for neurolipidoses based on study of iminosugars effects in the brain. Methods: Thirteen patients with clinical, biochemical and/or molecular diagnosis of NPC were evaluated with a clinical protocol/physical examination and complementary exams (abdominal ultrasound, brain MRI, EEG, NCV/EMG) during one year of treatment with the imino sugar N-butyldeoxynojirimycin (NB-DNJ). Results: Ten patients but were confirmed to have NPC by Filipin test (3 patients required molecular analysis). Regarding clinical form, 2 was perinatal, 7 were infantile and 4 juvenile ( ages varying from 12 months to 13 years). All patients but one had started on an inhibitor of glycosphingolipid storage (NB_DNJ) after the onset of the neurological symptons. All patients have showed regression of hepatomegaly, although various degree of splenomegaly still remain. Stabilization of mental deterioration was seen in the patients with neurological symptons – one of the patients with the juvenile form had remarkable improvement of neurological features. The youngest patient, 12 months, despite of the treatment, presented with seizures with 14 months. However after one year with the treatment, she does not have seizures anymore , her EEG normalized and she began to walk with 2 years old. Electrophysiological studies did not demonstrate any peripheral neuropathy. Conclusion: Substrate reduction therapy seems to be a reasonable approach to treat lysosomal storage disorders, specially those disorders with brain involvement. Nevertheless, it is necessary to develop better biomarkers to follow the treatment response in such patients.
T16. 15:20h AUTOLOGOUS STEM CELL TRANSPLANTATION (AHSCT) FOR DEVIC’S DISEASE TREATMENT Amilton Antunes Barreira, Doralina Guimarães Brum, Antonio Carlos dos Santos, Ana-Beatriz P.L. Stracieri, Maria-Carolina B. Oliveira, Dannielle F. Godoi, Daniela A. Moraes, Marina A. Coutinho, Wilson Marques Júnior, Júlio C. Voltarelli. Ribeirão Preto SP. Background: The basis for the procedure are: NMO has an autoimmune pathogenesis; aHSCT can revert the experimental allergic encephalitis; multiple sclerosis patients treated with aHSCT for concomitant diseases get better; the prognosis of an important contingent of NMO patients is bad despite the use of azatioprine or rituximab. Objective: To present the preliminary results of aHSCT for the treatment of Neuromyelitis Optica (NMO). Methods: Inclusion criteria: positivity of NMO-IgG; 18 to 60 years old; patients getting worse despite the use of azatioprine; EDSS 1 to 7.0; Exclusion criteria: systemic infectious diseases; chronic lung, heart, kidney or hepatic disease and pregnancy and immunodeficiencies. Stem cells are mobilized from the bone marrow to circulation after the administration of 50mg/Kg IV cyclophosphamide and granulocytic growth factor. At less 200,000,000 of stem cells are collected by leucapheresis, criopreservated and infused together with anti timocytic globulin after the conditioning regimen. Conditioning is obtained using 200mg/Kg/IV cyclophosphamide. Reduction of relapsing and reduction of inflammation at the magnetic resonance (RM) along 5 years are the final objectives of the procedure. Results: Four NMO patients were treated with aHSCT. The median time of follow up was 2 years. Diarrhea, urinary infections, pneumonia and hair loss were the more important collateral effects of cyclophosphamide. Time free of attacks after aHSCT varied from 2 to 30 months post –procedure and was 2 to 12,5 times larger than with relapse-free time before aHSCT. Before the aHSCT the patients (Pt) relapsed at intervals of: 1 month (Pts 2 and 4), 2 months (Pt 1) and 12 (Pats 3). After the procedure patients 1 to 4 were relapses free respectively for: 18, 2, 30, and 18 months. Patient died 18 month after the procedure after a series of relapses and progression of central nervous system inflammation. RM lesions were reduced after aHSCT and before relapsing. Conclusion: The preliminary results indicate that aHSCT in NMO is safe and can be an alternative for stop very frequent NMO relapses not responsive to other treatments.
15:40h PARKINSONISMO E GÂNGLIOS DA BASE 15:40h NOT ALL DRUG INDUCED PARKINSONISMS ARE THE SAME: Dopamine receptor versus calcium channel blockers Renato P. Munhoz, Helio A. G. Teive, Lineu Cesar Werneck. Curitiba PR. Background: DRB and CCB are the most common drug classes involved in DIP. Each causes its motor complications through different mechanisms involving divergent pre and/or post synaptic interactions. Objective: To assess the different expression of drug induced parkinsonism (DIP) caused by the two main causative drug classes, dopamine receptor (DRB) and calcium channel blockers (CCB). Methods: We studied the demographic and clinical profile of 104 patients with DIP. Fifty seven (54.8%) were caused by DRB and 47 (45.2%) by CCB. All were assessed by the same author using a standardized protocol. Diagnoses of non motor complications were based on established criteria. Results: Patients taking CCB had a larger proportion of female subjects 25.61 % versus 47.42 % (p: 0.037;OR: 2.63; IC 95% 1.14 6.06) than patients using DRB. The group with DIP caused by CCB was older, 73.64 7.96 versus 66.16 15.6 years (p: 0.0016), had later symptoms onset, 70.59 7.74 versus 63.93 15.45 years (p:0.004) with longer symptoms duration 3.04 2.27 versus 2.23 1.6 years in the group with DIP caused by DRB (p: 0.039). Patients taking CCB were less frequently rigid akinetic and more frequently tremor dominant (p: 0.0019 and 0.0002, respectively). The H&Y scale score was worse for those taking DRB, 2.77 0.7 versus 2.46 0.36 (p: 0.046). Psychosis and dementia were significantly more common in the group with DIP caused by DRB (p < 0.0001 and 0.0004, respectively). REM sleep behavior disorder was more common in the group taking CCB (p:0.025). Conclusions: DIP caused by DRB and CCB differ in several aspects. These differentials may help in the identification of those at higher risk for the development of this motor side effect as well as indicate the potential drug class involved in cases which already developed the typical clinical presentation of DIP.
T17. 16:00h NEURODEGENERAÇAO COM ACÚMULO CEREBRAL DE FERRO (NBIA): Estudo genético-clínico, laboratorial e neurorradiológico Charles Marques Lourenço, Wagner. A. R. Baratela, Daniel Fantozzi, Gustavo Novelino Simão, Antonio Carlos Santos, Wilson Marques Jr. Ribeirão Preto SP. Fundamentos: A síndrome de Hallervorden-Spatz (HS) é uma afecção neurodegenerativa autossômica recessiva caracterizada por distúrbios de deposição do ferro nos globos pálidos e substância negra e perda neuronal Atualmente, o termo NBIA (Neurodegeneração com acúmulo cerebral de ferro) vem sendo preferencialmente utilizado para se referir a HS, englobando também outros fenótipos em que os sintomas cerebelares são proeminentes e nos quais há deposição de material paramagnético sem o sinal clássico do olho de tigre. Estes casos possuem mutação no gene PLA2G6, ao contrário do HS, causado por mutações no gene PKAN2. Objetivos: Descrever nove casos de NBIA , procurando apresentar dados relevantes da história clínica e da investigação bioquímica-molecular. Métodos: Foram avaliados nove pacientes do HCFMRP, sendo solicitados testes bioquímicos, eletroneuromiografia, exame oftalmológico, audiometria e neuroimagem (RNM de crânio), além de pesquisa molecular para os genes PANK2 e PLA2G6. Resultados: Entre os 09 pacientes avaliados, quatro possuíam quadro clínico de distonia proeminente, enquanto nos demais os sinais cerebelares e/ou piramidais eram mais importantes; um dos pacientes, contudo, possuía quadro de paraparesia espástica com leve síndrome cerebelar. Consangüinidade só foi observada em um caso. Dois pacientes desenvolveram distúrbio psiquiátrico no decorrer da patologia. RNM de encéfalo de todos os pacientes evidenciou sinais de deposição de substância paramagnética no globo pálido e substância negra, em alguns foi notável também a atrofia cerebelar e de tronco. Conclusões: A história clínica, associada aos exames complementares, permite o diagnóstico de NBIA. O exame de neuroimagem sugere que a presença do “eye of tiger” esteja associado às mutações no PKAN2, embora haja casos sem o sinal neurorradiológico clássico com mutações nesse gene. A presença de síndrome extrapiramidal , associada ou não a sinais cerebelares, deve levar o neurologista a investigar esse grupo de doenças, colocando-as em seu diagnóstico diferencial.
16:20h Intervalo – Coffee Break
ATAXIAS: Clínica e Genética T18. 16:40h INVESTIGANDO AS ATAXIAS DE INÍCIO PRECOCE: Estudo genético-clínico de 252 pacientes brasileiros Charles Marques Lourenço, Kylvia G. F. Dantas, Claudia Sobreira, Carolina A R Funayama, João Monteiro de Pina-Neto, Wilson Marques Jr. Ribeirão Preto SP. Fundamentos: As ataxias de início precoce compreendem um grupo heterogêneo de doenças caracterizadas pela apresentação clínica usualmente na primeira década de vida, sendo, na maioria, herdadas de forma autossômica recessiva. Recentemente, vários subgrupos de ataxias de início precoce vêm sendo melhor delineados como as ataxias cerebelares com apraxia oculomotora e as ataxias com hipogonadismo . Objetivos: Apresentar a caracterização clínica, bioquímica, molecular e neurorradiológica de 252 pacientes brasileiros com ataxia de início precoce. Métodos: Foram avaliados 252 pacientes acompanhados no ambulatório de Neurogenética do HCFMRP-USP por equipe composta com geneticista clínico, neurologistas e neuropediatras. No curso da investigação, foram solicitados exames bioquímicos, triagem para EIM, eletroneuromiografia, cariótipo, exame oftalmológico, audiometria, biópsia muscular e de nervo, além de neuroimagem (TC e RNM de crânio com espectroscopia), além de testes moleculares (incluindo ataxia de Friedreich, mutações do DNA mitocondrial e SCAs). Resultados: O diagnóstico nosológico foi estabelecido em 196 casos. Entre os principais diagnósticos, destacam-se as ataxias com apraxia oculomotora, a ataxia de Friedreich, as neurolipidoses, as mitocondriopatias, as ataxias “congênitas” e a vanishing vhite matter disease. Ataxias mais raras como a ARSAL, PEHO, SCAR2 também foram identificadas entre os pacientes. Conclusões: Em sua maioria, as ataxias de início precoce envolvem uma série intricada de exames complementares e exige do clínico o conhecimento amplo de um grupo de doenças extremamente vasto. A análise da investigação das ataxias de início precoce serve como base para elaboração de algoritmos que beneficiariam os clínicos em sua prática, as famílias (por agilizar o diagnóstico do paciente) e o próprio sistema de saúde (por racionalizar os procedimentos e os exames complementares a serem solicitados).
T19. 17:00h ATAXIAS COM APRAXIA OCULOMOTORA TIPOS I E II: As múltiplas faces neurológicas das desordens de instabilidade cromossômica Charles Marques Lourenço, Alvaro D. Simões, Gustavo Novelino Simão, Antonio Carlos Santos, Vanessa Daccah Marques, Patricia Toscano, Patricia Gomes Bastos, Wilson Marques Jr. Ribeirão Preto SP. Fundamentos: As ataxias cerebelares recessivas (ARCA) compreendem um grupo heterogêneo de doenças, sendo a ataxia de Friedreich a principal representante do grupo (cerca de 30% dos casos de ARCA).Recentemente, um subgrupo de ataxias cerebelares recessivas com apraxia oculomotora vem sendo melhor delineado. Esse grupo compreende, ao menos, duas entidades bem definidas : ataxia com apraxia oculomotora tipo 1 ( AOA1) e tipo 2 (AOA2). Objetivos: Descrição de 10 casos de ataxia com apraxia oculomotora, estabelecendo o diagnóstico diferencial com outros grupos de ataxia recessiva. Métodos: Foram avaliados clinicamente 10 pacientes, sendo solicitados testes bioquímicos, eletroneuromiografia, exame oftalmológico, audiometria, teste de instabilidade cromossômica, neuroimagem (RNM de crânio) e pesquisa molecular para ataxia de Friedreich e para o gene da senataxina. Resultados: Entre os 10 pacientes avaliados, quatro possuíam quadro clínico e laboratorial compatível com AOA1 e seis com AOA2. Quanto à idade de aparecimento do quadro de atáxico, todos apresentaram início dos sintomas antes dos 20 anos de idade. Quatro pacientes com AOA1 apresentaram coréia no início do quadro, antes do aparecimento dos sinais cerebelares. Hipoalbuminemia e hipercolesterolemia foi observada em três pacientes com AOA1; aumento da alfa-fetoproteína foi observado nos pacientes com AOA2. Todos os pacientes possuíam importante atrofia cerebelar e de tronco. Polineuropatia sensitivo-motora axonal foi observado em todos os pacientes. Fundoscopia, audiometria, cromatografia de ácidos orgânicos, painel peroxissomal, dosagem de hexosamidases, teste de instabilidade cromossômica e pesquisa molecular para Friedreich revelaram-se normais. Análise molecular do gene da senataxina evidenciou presença de mutação patogênica em todos os pacientes com suspeita de AOA2. As ataxias com apraxia oculomotora tipos I e II devem ser consideradas um importante diagnóstico diferencial diante de casos de ataxia cerebelar de início precoce não-Friedreich. Conclusões: A complementação da investigação com estudos bioquímicos, neurorradiológicos e neurofisiológicos é fundamental para a caracterização desse grupo de ataxias
T20. 17:20h CONSTRUÇÃO E AVALIAÇÃO DE UM MODELO IN VITRO DOS EFEITOS CITOTÓXICOS DA ATAXINA-3 EXPANDIDA. Camila M Lopes, Tiago C. Pereira, Rovilson Gilioli, Iscia Lopes-Cendes. Campinas SP Fundamentos: A ataxia espinocerebelar do tipo 3 (SCA-3), também conhecida como doença de Machado Joseph, é o tipo de ataxia de herança autossômica dominante mais comum mundialmente. O gene MJD1, responsável pela doença, codifica a proteína ataxina-3, a qual apresenta uma expansão consecutiva de 54-84 glutaminas quando mutada, em contraste com a ataxina-3 normal que apresenta 14-37 glutaminas. A desordem é caracterizada pelo mau enovelamento da ataxina-3 expandida e formação de agregados protéicos, levando a disfunção neuronal e eventualmente morte celular. Objetivo: Elaboração de um modelo expressando a ataxina-3 expandida para a compreensão dos aspectos citotóxicos da doença, bem como para investigações de estratégias terapêuticas. Métodos: Foi estabelecida e padronizada uma cultura celular a partir de neuroblastoma de camundongo (Neuro-2a). Foi realizada a transfecção das células utilizando lipofectamine 2000 (Invitrogen) com o plasmídeo pEGFP-C1 (Clontech) contendo a ataxina-3 em sua forma normal ou expandida fusionada ao GFP. Os agregados protéicos foram analisados em microscópio de fluorescência. A citotoxidade causada pela ataxina-3 expandida foi avaliada através da observação da morfologia do núcleo marcado com Hoechst 33258 e testes com MTT. Resultados: A taxa de transfecção do plasmídeo nas células ocorreu em média em 70% das mesmas. As células expressando ataxina-3 expandida apresentaram agregados protéicos, normalmente mais do que um por célula, estando localizados principalmente no citoplasma e alguns no núcleo. Os testes de citotoxidade mostraram que a ataxina-3 expandida induz a morte celular após 48h da transfecção. Conclusões: O modelo in vitro desenvolvido para a doença de Machado-Joseph apresentou os efeitos citotóxicos da doença, como formação de agregados protéicos e indução de morte celular. Este é um modelo fácil de ser manipulado e analisado, que será utilizado para investigações de drogas que possam reverter os efeitos citotóxicos induzidos pela ataxina-3 expandida.
T21. 17:40h LOW FREQUENCY OF SPG11 MUTATION IN BRAZILIAN PATIENTS WITH HEREDITARY SPASTIC PARAPLEGIA WITH THIN CORPUS CALLOSUM Camila Lopes, Marcondes C. França Jr, Maria Madalena Rosa, Cláudia V. Maurer-Morelli, Iscia Lopes-Cendes. Campinas SP. Background: Hereditary spastic paraplegia (HSP) with thin corpus callosum (HSP-TCC) is one of the most common complicated forms of autosomal recessive HSP, characterized by slowly progressive spastic paraparesis with cognitive impairment and thin corpus callosum. HSP-TCC has been mapped to chromosome 15q13-15 (SPG11) in Japanese families and considered to be rare in the west. Objective: The aim of this study was to estimate the frequency of HSP-TCC among Brazilian patients with autosomal recessive HSP (ARHSP) and to investigate causative mutations in SPG11. Methods: 52 ARHSP patients from 23 different families were clinically and radiologically evaluated in order to estimate the prevalence of HSP-TCC. MRI scans were performed in a 2T scanner and sagittal T1 weighted images used to evaluate CC volumes. In addition, we sequenced all exons of the Spg11 gene in patients with the HSP-TCC phenotype. Results: Fifteen individuals from 9 unrelated families had HSP-TCC as determined by MRI scans. Their mean age at first examination was 34 years and duration of disease 17.2 years. Gait abnormalities were the initial symptom, followed by slow cognitive decline. Six patients had sensory-motor axonal neuropathy and 6 individuals presented cerebellar atrophy on MRI. We found only one mutation in exon 4 of the Spg11 gene. Conclusion: HSP-TCC was not rare among HSP patients seen at our neurogenetics clinic, representing 39% of all HSP families included in the present study (7/20); however, to date only one mutation in the SpG11 gene was found confirming the presence of genetic heterogeneity associated with the HSP-TCC phenotype.
SALA 1 18:00h ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA
21:00h
JANTAR DE ENCERRAMENTO
|